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Comércio varejista da região metropolitana de SP contrata 4,5% a mais em dezembro ante igual período de 2010

No entanto, indicador mantém tendência de arrefecimento e na comparação com novembro do ano passado resultado é -0,3% menor

O saldo de empregados com carteira assinada no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em dezembro foi 4,5% superior em comparação ao mesmo mês de 2010, revela a análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) referente aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Embora o desempenho tenha sido superior em relação ao último mês de 2010, no comparativo com novembro do ano passado o resultado foi 0,3% menor, com saldo de 981.107 empregados.

Em análise separada do número de admitidos em dezembro do ano passado, houve decréscimo de 12.864 vagas - redução de 25% em relação a novembro. No intervalo, o número de contratados caiu de 52.360 para 39.496, resultado esperado, já que em dezembro, sazonalmente, o número de contratações no comércio varejista é menor. A maior parte dos novos funcionários é escolhida nos meses de outubro e novembro para que a equipe esteja completa e preparada para as vendas de final do ano. Por outro lado, o número de funcionários demitidos subiu de 41.234 em novembro para 42.448 em dezembro, resultado que não deve ser interpretado como tendência, mas como um ajuste sazonal.

Rotatividade

Em dezembro a parcela de admitidos recuou de 5,4% para 4,0%, já a de demitidos passou de 4,2% em novembro para 4,3% em dezembro. No último mês do ano passado, a rotatividade do comércio foi de 4,2% e a média anual de 4,7%. Praticamente todos os setores contrataram menos funcionários na comparação com novembro, sendo o segmento de loja de departamentos a única exceção com acréscimo de 4,6% em dezembro ante 4,3% constatado no mês anterior. Ao longo de 2011 os setores que apresentaram as maiores médias de rotatividade foram lojas de vestuário, tecido e calçados (6,2%) e supermercados (5,2%).

Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, a crise financeira e política global foi notada de maneira tímida no mercado interno devido a cautela dos empresários do comércio quanto as contratações. Para 2012 a tendência é que o consumo no Brasil não seja comprometido e as contratações favorecidas devido a fatores como menor pressão interna nos preços, taxa de juros com propensão a queda e maior facilidade no acesso ao crédito. Essas variáveis podem impulsionar a economia ao longo deste ano, com isso, os empresários do comércio devem enfrentar um período de mais confiança e a predisposição de aumento nas contratações formais.

Nota Metodológica

A pesquisa analisa o nível de emprego do comércio na Região Metropolitana de São Paulo por meio de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). São utilizados os dados primários do Caged e em posse do código CNAE do comércio varejista consolida os dados em 12 ramos de atividades se obtém o número de empregados mensais, salário médio, demitidos e admitidos. A pesquisa de Emprego e Salário é apurada mensalmente desde janeiro de 2008.