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Varejo brasileiro tem maior crescimento desde abril de 2010

Vendas sobem 12,5% na comparação anual, puxadas por informática/comunicação e móveis/eletrodomésticos

De acordo com informações divulgadas nesta manhã pelo IBGE em sua Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), o varejo cresceu 12,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, acima dos 7,8% em janeiro e 10,6% em fevereiro. Com este resultado, o varejo apresentou o maior crescimento desde abril de 2010.


Para Luiz Goes, sócio-sênior da GS&MD – Gouvêa de Souza, principal consultoria especializada em varejo do país, é importante ressaltar que em 2011 o carnaval caiu em março, reduzindo o número de dias úteis daquele mês, o que não se verificou agora neste ano.

Oito dos dez segmentos do varejo tiveram em março um crescimento maior que em fevereiro, mas o grande destaque ficou para os segmentos de bens duráveis, especialmente informática e comunicação (+30,5% na comparação anual); e móveis e eletrodomésticos (+21,2%). Considerando o Varejo Ampliado (que inclui automóveis e materiais de construção), as vendas subiram 10,2% na comparação anual. As vendas de automóveis aumentaram 5,4%, contra uma baixa de -10% no mês anterior, enquanto os materiais de construção tiveram expansão de 16,2%, contra 8,5% em fevereiro. Para Luiz Goes, “as condições favoráveis de oferta de crédito continuam impactando positivamente a venda de bens duráveis”.

O desempenho do varejo brasileiro continua sendo destaque entre as principais economias mundiais, com crescimento de 12,5%. O Japão também teve um forte crescimento de 10,3%, devido à recuperação do País após os desastres naturais que ocorreram em 2011. No Chile o crescimento foi de 9,2%; nos Estados Unidos, de 6,6%; no Reino Unido houve alta de 4,9% nas vendas, enquanto na Alemanha o varejo subiu 1,2% e em Portugal, registrou forte queda de 5%.

No Brasil, o bom comportamento dos principais índices macroeconômicos, como renda, massa salarial e juros, garantiu um desempenho moderado das vendas de bens semiduráveis. Em artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, por exemplo, houve alta de 14,1% em março. Já tecidos, vestuário e calçados tiveram alta de 4,1% e o segmento de supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registro alta de 12,2%. “O setor de super e hipermercado, que influencia fortemente o índice geral do varejo foi impactado em parte pelo aumento de dias úteis agora em Março de 2012 contra o mesmo período do ano anterior”, comenta Luiz Goes.

Com a alta de 10,3% nas vendas no acumulado do ano, para Goes “as expectativas do varejo continuam otimistas, desenhando um crescimento para 2012, na casa de 7,3% em relação a 2011. É de esperar que até o final do primeiro semestre tenhamos certo arrefecimento do consumo, cujo crescimento deverá se dar mais aceleradamente no terceiro e quarto trimestres do ano”.

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