segunda-feira, 8 de outubro de 2012

FecomercioSP: Supermercados e padarias puxam alta dos preços em São Paulo

Pimentão, cenoura e tomate ficaram 64,2%, 26,6% e 22,8% mais caros em agosto

Os segmentos de supermercados e padarias foram os principais motivadores da alta de 0,45% apontada pelo Índice de Preços no Varejo (IPV), apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em agosto. O IPV acumula alta de 1,2% no ano e de 2,8% nos últimos 12 meses.


Os preços dos produtos vendidos em Supermercados, setor de maior peso entre os grupos analisados pelo IPV (cerca de 35%), subiram, em média, 1,4% em agosto. Entretanto, alguns produtos tiveram uma alta bem mais expressiva. É o caso, por exemplo, do pimentão, da cenoura e do tomate, que ficaram 64,2%, 26,6% e 22,8% mais caros, respectivamente. Por outro lado, alguns subgrupos como verduras, cereais e pescados, já ingressaram em uma trajetória de realinhamento de preços, ficando, respectivamente, 3,4%, 1,5% e 2,6% mais baratos.

O segmento de Padarias também contribuiu para a alta do IPV de agosto, finalizando o mês com incremento de 1,7%. Os preços de produtos panificados, que ficaram, em média, 3,4% maiores em virtude dos custos mais elevados na cadeia produtiva do trigo, foram os que mais impulsionaram a alta do setor. Somente o pão francês ficou 3,5% mais caro. O preço das bebidas apresentou incremento de 0,8% e o de frios e laticínios, de 0,28%.

Os produtos vendidos em Drogarias e Perfumarias tiveram alta de 0,6% em agosto ante a queda de 0,3% verificada em julho. Tanto os artigos de perfumaria como o subgrupo de drogaria pressionaram o indicador do segmento, ficando 2,2% e 0,3% mais caros. Em 2012, o setor acumula alta de 3,8%. De acordo com a Assessoria Técnica da FecomercioSP, como uma quantia significativa dos artigos de perfumaria é composta por produtos importados, o comportamento pode ser atribuído às greves da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que comprometeram o abastecimento dos estabelecimentos comerciais, ocasionando uma redução significativa na oferta e consequente alta nos preços.

Os segmentos de Livrarias (3,1%), Açougues (1,3%), Vestuário, Tecidos e Calçados (0,61%) e Óticas (0,6%) também encerraram agosto com alta em seus preços médios, colaborando com o impulso do indicador.

Por outro lado, os preços do segmento de Feiras apresentaram o primeiro recuo em três meses, registrando queda de 2,5% em agosto. Em julho os preços do setor haviam apontado alta de 4,1%. Segundo a Assessoria Técnica da FecomercioSP, a atividade mostra indício de que está em processo de realinhamento de preços após os problemas causados pelas condições climáticas pouco favoráveis terem chegado ao fim. Os principais subgrupos do setor que apontaram recuo em seus preços médios foram: verduras (14,9%), flores (3,50%), frutas (1,4%) e tubérculos (0,53%). Mesmo com o recuo, o segmento ainda acumula incremento de 13,9% no ano.

Em sua quarta queda consecutiva, os preços de Veículos, que recuaram 0,6% em agosto, contribuíram para amenizar a alta do IPV. O movimento dentro do setor, entretanto, variou bastante, sendo que Automóveis Novos ficaram 0,1% mais caros, enquanto Automóveis Usados ficaram 1,5% mais baratos.

O setor de Combustíveis e Lubrificantes completou cinco meses consecutivos de queda em suas cotações médias, encerrando agosto com retração de 0,5%. No acumulado de janeiro a agosto de 2011 o segmento atingia incremento de 7%. Já em 2012, sob a mesma base de comparação, a atividade aponta queda de 3,1%. Em agosto, o preço médio do álcool e da gasolina recuou, respectivamente, 0,41% e 0,95%.

Por fim, os segmentos de Móveis e Decorações (-0,8%), Eletroeletrônicos e outros (-0,3%), Eletrodomésticos (-0,2%), Material de Construção (-0,05%) e Autopeças e Acessórios (-0,05%) encerraram agosto com queda em seus preços médios, colaborando para a manutenção do IPV em patamares mais comedidos.

Sobre a FecomercioSP

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Responsável por administrar, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes e congrega 154 sindicatos patronais que respondem por 11% do PIB paulista - cerca de 4% do PIB brasileiro - gerando em torno de cinco milhões de empregos.



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