quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Varejo prevê aceleração de vendas para o último trimestre

IAV-IDV aponta expectativa de alta de vendas de 7% neste mês e de 9,8% e 8,8% em novembro e dezembro

O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), aponta moderado otimismo do comércio varejista com relação ao último trimestre de 2012. A expectativa é de que as vendas registrem alta de 7,0% para outubro, 9,8% em novembro e 8,8% em dezembro, na comparação com os mesmos meses do ano passado. Como consequência desse processo de aceleração das vendas, o varejo deve registrar um crescimento real de 2%.


Os associados da entidade informaram ainda que houve alta de 5,3% em setembro, em comparação com as vendas do mesmo período do ano anterior. Um crescimento que continuou a ser sustentado pela expansão da rede de lojas.

O moderado otimismo se manteve como reflexo das medidas fiscais anunciadas pelo governo e da política de redução de taxas de juros adotada pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que reduziu ainda mais os juros básicos da economia (Selic) para 7,25% - nova mínima histórica que ratificou o processo de cortes iniciado em agosto do ano passado.

Após apontar queda da taxa de crescimento em agosto e setembro, o varejo de bens não-duráveis estima, para este mês, uma alta de 5% em comparação com mesmo período do ano passado. Para os meses seguintes, os associados também estimam taxas de dois dígitos, com taxas de crescimento de 9,9% e 11,5%. É importante lembrar que o desempenho desta categoria possui maior peso nas medições do IBGE e contribuem com cerca de 40% no índice da Pesquisa Mensal do Comércio.

Apesar do tímido avanço registrado em setembro, o varejo de bens-duráveis (como móveis, eletrodomésticos e materiais de construção) aposta na recuperação, com taxas entre 7,8% e 9,8% entre outubro e dezembro.

Vale lembrar que o governo prorrogou o prazo da redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) até 31 de dezembro de 2012 para a linha branca, laminados, luminárias e papéis de parede. Dessa maneira, espera-se que o desempenho do segmento continue pelo menos em linha com o observado até o momento.

De acordo com o presidente do IDV, Fernando de Castro, estas previsões indicam que o setor varejista brasileiro segue em expansão, mesmo com o fraco desempenho da atividade econômica em 2012. “Importantes determinantes do consumo, a confiança do consumidor, a manutenção do elevado índice de geração de empregos, a expansão da renda e o consumo das famílias têm impulsionado as vendas no varejo, principalmente no segmento de bens-duráveis. Salvo algum desvio de rota pouco provável, estima-se que o varejo apresente taxas de crescimentos acima das registradas no ano passado, quando encerrou em 6,7%”, analisa Castro.

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