quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

APAS apresenta resultados positivos do setor em 2012 e mostra otimismo para 2013

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) apresentou hoje o balanço de 2012 do setor supermercadista do Estado de São Paulo e a projeção para o próximo ano. Entre os destaques apresentados por Rodrigo Mariano, gerente do departamento de Economia e Pesquisa da APAS, está a expectativa de crescimento do setor para 2012 e 2013. Com o resultado dos 10 primeiros meses do ano, a APAS prevê que 2012 termine com alta de 6% nas vendas reais dos supermercados paulistas. Para 2013, a projeção é de crescimento de 5%. A entidade espera, ainda, que o faturamento no Estado atinja a marca de R$ 74 bilhões – no ano passado foi de R$ 68 bilhões.




O mercado de trabalho no setor continua em expansão, porém, com menor intensidade em relação a 2011. Nos últimos 12 meses, a variação no Estado de São Paulo foi de 4,36%. No Brasil, os números também são positivos: a taxa de desemprego foi favorável, atingindo os melhores níveis da série histórica. No comparativo mês a mês, o índice atingiu 5,30%, enquanto em setembro a marca foi de 5,40%. “A rotatividade de colaboradores é causada pela indisponibilidade de trabalhar aos finais de semana e feriados, períodos em que a movimentação de consumidores nas lojas é maior”, afirma João Galassi, presidente da APAS.

O 13º salário é um dos fatores que impactam significativamente na economia brasileira. De acordo com dados do Dieese, o pagamento do 13º salário, neste ano, deverá injetar cerca de R$ 131 bilhões na economia até dezembro, montante que representa 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Mesmo diante de elevação do setor, com a estabilização da economia o Brasil apresenta um potencial elevado de compra via salário mínimo. Isso se traduz no PIB percapita, que é quatro vezes menor do que o americano. “Quando o setor de supermercados vai bem, a renda do brasileiro também segue crescendo.” Comparado a países como Rússia e México, o Brasil ainda está em vantagem.

No ranking dos 10 produtos mais vendidos em 2012, os destaques foram os sucos de frutas prontos para consumo (13,5%), whisky (10,4%), tintura e rejuvenescedor (10,1%) para cabelos (10,1), água mineral (7,5%) e shampoo (5,8%). Entre os 10 que tiveram queda, os destaques foram inseticida (-10,8%), sabão em barra (-9,1%), açúcar (-6,7%), farinha de trigo (-6,5%) e alimentos para cães (-6,0%).

No que diz respeito aos preços, o setor de alimentos e bebidas foi influenciado por fatores sazonais, como o aumento dos preços de cereais e fatores climáticos. A expectativa para o fechamento de 2012 é de elevação de 8% em relação a 2011. Para 2013 é esperada uma acomodação dos preços e a projeção é de elevação de 6% em alimentos e bebidas.

De acordo com o economista Rodrigo Mariano, diante do desempenho do setor em 2012 os resultados satisfatórios se traduziram em um nível de confiança elevado, como mostram os resultados da Pesquisa de Confiança, que atingiu, em novembro, 42% de otimismo com relação à economia.
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