Ola a todos.


Durante a última NRF, um das palavras mais citadas em praticamente todas as palestras foi o engajamento. De uma maneira ou outra, seja diretamente ou indiretamente, o varejo americano parece ter descoberto que não é mais possível se focar em apenas conquistar os clientes, a palavra de ordem é engajar, fazer com que todos, sejam colaboradores, shoppers ou consumidores, levantem as bandeiras das marcas.

A situação atual talvez explique em boa parte porque estão tão “engajados” em “engajar” a todos. Ainda em crise, o varejo americano busca forças na política para se reerguer. Boa parte dos discursos dos organizadores do evento foram direcionados à redução de impostos e taxas e na busca de um maior engajamento (olha a palavra aí novamente) de todos os varejistas, de modo a correrem todos atrás de um mesmo objetivo: recuperar mercado. O varejo americano é hoje um dos grandes motores da economia, sendo o responsável pelo emprego de mais de 25% da força de trabalho americana. Se no ano passado, calmamente apresentaram o tema “Retail means Jobs” (varejo significa trabalho), foi citada também a frase “Retail means Votes” (varejo significa votos), mostrando o que podem fazer.

Mas não foi só de engajamento político que se tratou ou foi citado durante as palestras e as chamadas super sessões. Kofi Annan durante uma apresentação que deixou um auditório completamente lotado em total silêncio, mostrando a real e frágil situação de muitas nações em conflito, engajou os mesmos varejistas a lutarem não somente por seus próprios interesses, mas também para se mobilizarem para realmente fazer a diferença e talvez até mesmo ser o motor de transformação das comunidades e sociedades nas quais atuam. Seja nos Estados Unidos, seja nos países que atuam no exterior.

A Coca-Cola mostrou cases de seu forte posicionamento, no Brasil chamado de “Abra a felicidade”. Cases marcantes e campanhas de forte apelo emocional, mostra o esforço da empresa em engajar seus consumidores a buscarem e compartilharem a felicidade. Num dos casos mais bacanas, apresentaram um vídeo de uma máquina do tipo.

O engajamento também apareceu em um problema muito comum no Brasil, o engajamento de funcionários, verdadeiros porta-vozes das marcas, e não somente na linha de frente (o ponto-de-venda, a loja), como também nas redes sociais. Na palestra de Erik Qualman, autor do livro Socialnomics, ficou claro que o papel do grande responsável pelas mídias sociais de uma empresa não é papel de um, mas de todos que nela atuam. Como é possível só uma pessoa ser responsável pelo perfil da empresa no Facebook, por exemplo, se praticamente todos seus funcionários hoje possuem um perfil, atuam, navegam e até mesmo discutem no mesmo ambiente?

O necessidade de engajamento se mostrou presente em todos os pontos de contato da marca, seja com seus colaboradores, seja com seus consumidores, seja com a comunidade na qual está inserida. Está pronto para 2013? Sua empresa está engajada o suficiente?

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Falando de Varejo
@falandodevarejo