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IDV projeta fortes altas nas vendas do varejo para junho e julho

De acordo com os associados do IDV, expectativa é de que haja crescimento real entre 7,8% e 9% para os dois próximos meses

Após o ‘efeito calendário’ da Páscoa, que afetou a base de comparação de março e abril deste ano, em relação a 2012, as vendas do varejo voltam a apontar forte alta em junho e julho, com crescimento real de 9% e 7,8%, respectivamente, em comparação com os mesmos períodos do ano passado. Já para este mês, a perspectiva é de que haja uma alta de 7,3%. Estas são as projeções do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).



Em abril, os associados apontaram um crescimento realizado das vendas de 1,9%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. A alocação das festividades de Páscoa para março, ao contrário de 2012, que caíram em abril, influenciou a base de comparação, principalmente, no segmento dos bens não-duráveis, de maior peso nas aferições do setor.

O IAV-IDV também aponta uma recuperação no crescimento real no conceito mesmas lojas. De acordo com os associados do IDV, este aumento será de 1,4%, 3% e 1,9% em maio, junho e julho, respectivamente, sempre em relação ao mesmo período de 2012.

Após uma queda de 4,5% em abril, o varejo de não-duráveis, que corresponde pelas vendas de alimentos, entre outros, aponta forte recuperação em maio, com crescimento de 5,8%. Para os dois meses seguintes, os associados estimam altas de dois dígitos, de 12,8% e 13,3%. Vale ressaltar que o desempenho desta categoria tem o maior peso nas medições do IAV-IDV, bem como do IBGE, e contribui historicamente entre 40% e 50% de participação no índice da Pesquisa Mensal do Comércio, calculado por este órgão do governo.

Alheio ao ‘efeito calendário’ da Páscoa, o setor de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, foi o que apresentou desempenho mais constante no período. Os associados apontaram alta de 8,7% das vendas realizadas em abril e estimam um crescimento de 10,6% em maio. Para junho e julho, observa-se uma manutenção das vendas em dois dígitos, com expectativa de crescimento de 11,2% e 10,3%, respectivamente.

Apesar do retorno gradual das alíquotas originais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os itens de linha branca e móveis até junho deste ano, os associados estimam que o segmento de bens duráveis retome a taxa de crescimento em maio, com alta 7,3%. Contudo, para junho e julho, o IAV-IDV aponta uma desaceleração do segmento, com estimativas de alta de 6% e 4,2%, respectivamente, na comparação com mesmos meses de 2012. Em abril, houve alta de 7,4%.

De acordo com o presidente do IDV, Flávio Rocha, após uma notável desaceleração do crescimento das vendas do comércio varejista nos primeiros meses do ano, é esperada uma recuperação a partir de maio. “A aposta do varejo para 2013 são os bons números do binômio emprego e renda e a expansão da oferta de crédito ao consumidor ao longo do ano. Além disso, as projeções dos analistas de mercado estimam uma expansão de 2,98% para o PIB neste ano e 3,5% para 2014”, explica Rocha.