sexta-feira, 5 de julho de 2013

Índice CEAGESP confirma trajetória de queda e recua 3,77% em maio

Legumes e Verduras foram os setores que registraram as maiores quedas. No ano, o Índice CEAGESP apresenta retração de 0,29% e, nos últimos 12 meses, elevação de 6,86%.

Em junho, o Índice de preços CEAGESP recuou 3,77%. Com exceção do setor de pescados, todos os demais setores registram redução dos preços praticados. “Está é uma época satisfatória para a produção agrícola, notadamente hortaliças. Com pouca incidência de chuvas e temperaturas mais amenas, o volume de perdas diminui acentuadamente neste período do ano”, explica Flávio Godas, economista da CEAGESP. Além da oferta satisfatória, o inverno invariavelmente apresenta uma natural retração no consumo, principalmente nas hortaliças folhosas, refletindo em preços mais baixos. No ano, o Índice CEAGESP apresenta retração de 0,29% e, nos últimos 12 meses, elevação de 6,86%.



Novamente, o setor de verduras apresentou a maior queda, de 16,3%. Com destaque para coentro (-61,5%), repolho (-40,9%), espinafre (-33,9%), catalonha (-30, 9%), rabanete (-28%), alface americana (-25,8%) e agrião (-24,9%). Somente o milho verde (24,1%) registrou alta no setor, impulsionado pela demanda aquecida em razão das festas juninas.

O setor de legumes, com recuo de 11,11%, registrou a segunda maior queda. As principais baixas ocorreram no pimentão amarelo (54,1%), beterraba (-43,3%), cenoura (-39,5%), pimentão verde (-35,85) e tomate (-18,3%). Principais altas: Jiló (46,7%), ervilha torta (37,9%), pepino japonês (34,5%) e chuchu (29,8%).

Já o setor de frutas apresentou retração de 1,46%. As principais quedas foram mamão papaya (-30,3%), morango (-30,2%), maracujá azedo (-14,5%), laranja lima (-13,9%) e melancia (-13,8%). Principais altas: Melão amarelo (39,9%), figo (37,8%), goiaba (32%) e uva niagara (23,1%).

No setor de diversos a redução foi de 0,74%. Principais baixas: alho estrangeiro (-4,7%), batata lisa (-3,7%) e milho de pipoca estrangeiro (-2,89%). Os principais aumentos foram da canjica (26,8%), amendoim (10%) e coco seco (9,7%).

Por fim, o setor de pescados registrou alta de 1,84%. Os principais aumentos foram da sardinha congelada (49%), anchovas (20,7%), salmão (15,7%) e lula congelada (12,2%). Principais quedas: Atum (-18,4%), camarão ferro (-13,7%), polvo (-12,9%) e cavalinha (-10,2%).

Tendência:

Caso as condições climáticas permaneçam inalteradas, a expectativa é de mais redução de preços em julho, principalmente frutas, legumes e diversos. O setor de verduras apresenta preços muito próximos aos de custo e, portanto, não deverão sofrer mais quedas tão acentuadas como nos últimos meses.

É natural a retração no consumo nessa época do ano. Como as condições climáticas devem continuar propícias à produção, a expectativa é de mais elevação no volume ofertado, ótima qualidade e redução dos preços praticados da maioria dos produtos comercializados.

A redução de preços neste período deverá, inclusive, auxiliar na manutenção dos índices inflacionários em patamares satisfatórios para os consumidores.
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