segunda-feira, 8 de julho de 2013

Santo André (SP) é a 3ª melhor do estado para abrir franquia

Um dos sonhos mais recorrentes do brasileiro é ser seu próprio patrão e as franquias surgem como uma forma de empreender que traz mais segurança para os que nunca tiveram negócio. A boa notícia é que Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá estão entre as 20 cidades mais cotadas do Estado para a abertura de franquias. O dado faz parte de pesquisa da Rizzo Franchise, consultoria especializada na análise deste tipo de empresa. A cidade andreense aparece na terceira posição, atrás apenas da Capital e de Campinas. São Bernardo é a quinta colocada, Diadema, 19ª, e Mauá, 20ª. São Caetano não entrou no ranking por ter uma pequena população. A cidade tem cerca de 150 mil habitantes e todos municípios analisados no estudo têm mais de 300 mil pessoas (veja arte acima).


Um dos motivos que levam ao bom desempenho da região neste segmento é que o Grande ABC forma o quinto polo consumidor no País e vai movimentar neste ano R$ 56,18 bilhões – alta de 12,45% na comparação com 2012. Somente as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte estão à frente das sete cidades. Os dados são da IPC Marketing Editora.

“O perfil do consumidor da região está mudando e isso abre caminho para vários tipos de negócios”, diz o consultor especializado em franquias, Marcus Rizzo. Ele lembra que o estudo inclui ainda análise sobre as oportunidades por aqui e mostra os segmentos em que há melhores chances de ser bem-sucedido (veja arte acima).

RAZÃO X EMOÇÃO - O especialista adverte, porém, que o interessado em adquirir um negócio deve se cercar de cuidados. “As pessoas compram franquias de forma muito emocional. Se identificam com o ramo e passam a acreditar que ele vai mudar sua vida. É preciso que o franqueador tenha a frieza de olhar para o candidato e avaliar se ele vai dar conta do recado”, diz o consultor, que recomenda ao comprador verificar quantas unidades próprias o franqueador possui, resultados, modelo de negócios e riscos da operação. “A pessoa que compra uma franquia está, na verdade, adquirindo atalho na curva de aprendizado de um negócio. Isso implica que erros já foram cometidos e corrigidos e que os processos de trabalho foram testados e estão aperfeiçoados”, diz Rizzo.

“O risco está em comprar uma franquia que ainda não está madura e isso tem mais chance de ocorrer na categoria das microfranquias”, adverte o consultor.

DESAFIOS - No caminho da realização do sonho de ser seu próprio patrão geralmente há duas dificuldades: falta de capital e ausência de experiência na administração. Para resolver esses empecilhos existem as microfranquias, apelido dado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) às franquias que custam entre R$ 5.000 e R$ 80 mil mais despesas de implantação e com faturamento mensal máximo de até R$ 30 mil. “Além do preço, não existe diferença entre uma franquia e uma microfranquia”, garante o diretor de microfranquias da ABF, Edson Ramuth.

Mas o valor tem seu impacto. Segundo a ABF, em 2012, as microfranquias cresceram, em faturamento, 22% sobre 2011 enquanto que a expansão geral do setor foi de 16,2% no mesmo período. O número de redes também aumentou, saltando de 336 para 368, evolução de 10% entre um ano e outro. Já em unidades abertas, a elevação foi de 6%.

Com total de 844 unidades abertas, entre micro e normais, o Grande ABC detém participação de 4,2% no mercado brasileiro de franquias – há dois anos era de apenas 2%. Ou seja, sua fatia mais do que dobrou em 24 meses.

“O fato de exigir investimento menor para sua aquisição não significa que o negócio seja frágil. Há marcas nessa categoria que têm décadas de experiência e centenas de negócios abertos”, completa Ramuth. “O que a pessoa que ingressa na operação precisa ter é o dinheiro para montar o negócio, capital de giro e disposição de trabalhar muito. Não é porque o conceito já está criado que o sucesso vem fácil. Dedicação é fundamental”, orienta.

Para Ramuth, as microfranquias têm dinâmica um pouco diferente. “Como o investimento é menor, o retorno do capital é mais rápido. Em compensação, a taxa de mortalidade é maior, de 10% do total de negócios abertos, enquanto que nas normais é de 5%.” (Colaborou Gilmara Santos)

Cuidados para garantir o sucesso

O consultor Marcus Rizzo recomenda que o investidor que deseja adquirir uma franquia tome alguns cuidados importantes para equilibrar seu entusiasmo por um determinado negócio com fatos da vida real.

“A primeira coisa é avaliar a sua real identificação com o ramo de atividade. A pessoa tem que se perguntar se ela se vê à frente daquele negócio pelos próximos dez anos”, diz Rizzo, que aconselha o candidato a não basear sua decisão só no conselho dado por um consultor ou sobre tendências de crescimento de um segmento ou outro. “Negócios ruins nas mãos de pessoas envolvidas podem dar muito certo,” diz.

O segundo passo, segundo Rizzo, é investigar as marcas dos setores com que o empreendedor tem identificação. Avaliar o franqueador e sua operação em detalhe e procurar saber qual é a estrutura que ele pode lhe dar.

A terceira providência é entrevistar outros franqueados. “O ideal é conversar com dois que tenham a unidade há menos de dois anos e outros dois que já tenham há mais tempo e já saíram da fase de lua-de-mel. Também é importante conversar com quem já fechou o negócio”, aconselha o consultor.

Por fim, Rizzo recomenda aos candidatos à compra de uma franquia que não acreditem em corretores ou intermediários. “Essas pessoas só estão pensando na própria comissão. Quem vai ter de conviver com aquele negócio é que tem que formar suas próprias convicções a partir de estudo cuidadoso.”
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