terça-feira, 3 de junho de 2014

Com frio e efeito-calendário, vendas sobem 8,4% em maio, diz Associação Comercial de SP

Apesar de os dados positivos de maio ante 2013, vendas aumentaram a um ritmo moderado de 3% no acumulado janeiro-maio


Maio foi um mês positivo para o varejo da capital paulista: as vendas avançaram em média 8,4% em comparação com 2013. A informação é do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo, elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP.

"A queda da temperatura na segunda quinzena de maio impulsionou as vendas da moda Outono-Inverno e, com isso, o ICH (Indicador de Movimento de Cheques), que mede as vendas à vista, registrou avanço de 10,3% ante maio de 2013", informa Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).



Já as vendas a prazo, segundo o Indicador de Movimento do Comércio a Prazo (IMC), registraram aumento de 6,5% em maio ante o ano passado, puxado pela venda de TVs para a Copa e, também, smartphones.

O efeito-calendário também contribuiu para o bom desempenho das vendas: maio de 2014 teve um dia útil a mais do que maio de 2013.

Em relação a abril, foi registrado um salto médio de 28,75% nas vendas em maio, justificado pelo efeito calendário (dois dias úteis a mais), Dia das Mães e base fraca de comparação - em abril houve feriado prolongado.

Separadamente, as vendas a prazo cresceram 12,4%, puxadas pela comercialização de TVs para a Copa e smartphones.

E as vendas à vista tiveram desempenho melhor, com alta de 45,1%. "Isso revela que os consumidores optaram por comprar, para as mães, itens de uso pessoal e à vista - é o caso dos produtos de perfumaria. O resultado também decorre da venda de roupas de Outono-Inverno, feitas à vista, na segunda quinzena de maio", afirma Amato.

Acumulado: ritmo morno, mas esperado

A ACSP também calculou o acumulado janeiro-maio. O resultado foi uma alta de 3% nas vendas, em média, ante 2013. "É um ritmo moderado, que já era esperado, considerando as medidas de combate à inflação. Está dentro da expectativa", afirma o presidente da ACSP. Por outro lado, ele completa que o resultado poderia estar melhor por se tratar de um ano de Copa do Mundo, que costuma aquecer mais o comércio.

Separadamente, as vendas a prazo cresceram 2,5% no período. No ano passado, o aumento nos cinco primeiros meses do ano foi de 1,1% - o desempenho melhor neste ano decorre da venda de TVs para a Copa e smartphones.

Já as vendas à vista aumentaram 3,5% no acumulado, mostrando que o consumidor prefere comprar à vista. Em 2013, a alta no período era de apenas 0,9%. A explicação está na cautela do consumidor, que não quer se endividar, procura pagar à vista e comprar itens de menor valor. Isso reflete os aumentos do salário e das transferências de renda, mesmo com emprego estável, favorecendo as compras à vista. Com esses aumentos, o brasileiro passou a comprar mais em supermercados, por exemplo, e à vista. E essas compras são seletivas, concentradas em poucos setores.

Inadimplência

Os números do IRI (Indicador de Registro de Inadimplentes), que mede a entrada de registro de consumidores inadimplentes, foram favoráveis em maio. O indicador mostrou queda sazonal de 10,2% ante abril. O pico de inadimplência decorrente das compras de Natal foi em março e abril.

Já o recuo de 2,9% registrado ante maio de 2013 mostra que o consumidor está mais consciente e calcula melhor o crediário. Além disso, a concessão de crédito à pessoa física está mais seletivo.

Por fim, o IRC (Indicador de Recuperação de Crédito), que aponta os cancelamentos de dívidas, apresentou queda de 4,4% ante abril e aumento de 0,6% sobre maio do ano passado.

O crescimento mais acentuado de cancelamentos gerou queda da inadimplência.

Os dados do Balanço de Vendas da ACSP são feitos a partir de amostra fornecida pela Boa Vista Serviços.
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