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Paternidade ativa: 35% dos pais não se identificam com campanhas de publicidade

Empresas de tecnologia voltada ao varejo oferecem soluções para melhorar as vendas e conquistar consumidores no Dia dos Pais

No Brasil, mais de 80% das crianças são criadas principalmente pela mãe, e 5,5 milhões delas não são registradas pelo pai. Esta realidade detectada no estudo Think with Google demonstra que, para além de entender o comportamento do consumidor com foco em aumento de vendas, as marcas podem utilizar a análise de dados do mercado para ajudar na construção de uma nova imagem da paternidade. Isso vai ao encontro do que responderam 35% dos participantes do estudo, alegando não sentirem identificação com a imagem projetada pelas campanhas de publicidade para o Dia dos Pais.


A realidade ainda não é majoritariamente esta, porém, os pais respondentes da pesquisa demonstram um desejo de serem mais ativos na criação de seus filhos. Portanto, para atingir este público, as marcas vão precisar modificar sua estratégia de marketing, desenvolvendo campanhas que retratem os pais com as características desejadas por eles, como sendo participativos nos cuidados diários aos filhos (38%), dividindo igualmente a as atribuições (35%), e sendo protagonistas na educação das crianças (30%).

Em 2018, o Dia dos Pais teve os maiores números de pedidos em e-commerce dos últimos seis anos (5,1 mi), e para 2019 é esperado ainda maior crescimento: 38% dos respondentes ao estudo informaram que pretendem gastar mais (ticket médio de R$ 298) com presentes para seus pais este ano do que em 2018. A pesquisa identificou ainda que a maior parte das pessoas faz a compra do presente na véspera ou no próprio dia (41%), e recorrem às lojas físicas, o que mostra que o mercado está com oportunidades para todos os modelos de negócio, desde que alinhados a uma visão de paternidade ativa.

Mais segurança — Além da preocupação de se sentirem representados nas estratégias de marketing, consumidores em geral estão mais atentos e conscientes a respeito da segurança nas compras online. O Painel de Consumidores do Opinion Box 2019 mostrou que no último ano aumentou em 57% o percentual dos entrevistados que afirmam se preocupar com a proteção de dados pessoais e financeiros ao usar o e-commerce. Ainda assim, 61% deles reconheceram já ter clicado em links recebidos por e-mail sem saber se eram seguros. O painel revelou também que o boleto e o cartão de crédito continuam sendo considerados as formas de pagamento mais seguras, na opinião de 31% do público. “O e-commerce deve preferir a modalidade de boleto registrado que comunica ao banco todas as informações da cobrança. Hoje é possível utilizar um sistema de emissão de boletos que oferece essa garantia a um custo mais acessível”, sugere Piero Contezini, CEO do Asaas, plataforma de gestão de pagamentos e cobranças.

Desafio está na entrega - A pesquisa do Google aponta ainda que o Dia dos Pais foi a segunda data sazonal com mais pedidos no e-commerce brasileiro em 2018, atrás apenas do Dia das Mães. Mas os consumidores ainda compram pouco pela internet - apenas 21% afirmam que costumam comprar os presentes por sites ou aplicativos. Para reverter esse cenário, os consumidores apontaram alguns fatores que os motivariam a comprar mais pela internet. Os principais deles foram frete grátis ou com valor baixo (35%), promoções (25%) e prazo de entrega curto (24%). Ou seja,uma empresa de logística com preços baixos e entrega rápida pode ser o diferencial para as vendas do comércio eletrônico. “Temos um desafio, em conjunto com startups e outras empresas, de fazer entregas em qualquer lugar do país em 48 horas e com baixo custo. Para isso, precisamos de tecnologia e inteligência logística, o que pode solucionar boa parte dos desafios logísticos, que atualmente são um dos gargalos do e-commerce”, afirma Walter Bier, sócio-diretor da Diálogo Logística, empresa que realiza mensalmente a entrega de 300 mil cargas fracionadas em 1,2 mil cidades da região Sul.

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