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Como a tecnologia poderá salvar o varejo — e não acabar com ele

O setor supermercadista é um dos mais presentes e ativos no dia a dia das pessoas, além de ser um dos que mais movimenta a economia do país. Mesmo poderoso, o segmento sofre com as transformações no varejo, caminhando em direção à implementação de tecnologia no setor. Importante lembrar que tecnologia não se trata apenas de software ou sistemas, mas reflete um mindset e comportamento. A tecnologia engloba um conjunto de metodologias e conhecimentos que auxiliam pessoas a realizarem tarefas de maneira mais eficiente e ágil. A indústria já se apropriou destes conceitos, mas em Santa Catarina vemos que o varejo ainda é muito carente neste sentido.


Pensando nisso, foi assinado no último mês de junho, durante a Exposuper, um termo de colaboração para inovação no ecossistema de varejo catarinense entre a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e a Associação Catarinense de Supermercados (ACATS). A parceria busca criar um ambiente inovador para o varejo, focado em promover o uso de tecnologia no setor supermercadista. A primeira atividade objetiva do termo de cooperação já está em andamento e se trata do estudo Cenário Tecnológico do Setor Supermercadista de Santa Catarina, que vai oferecer insumos para embasar as demais atividades.

O objetivo principal do estudo é, a partir do mapeamento de dores e desafios dos gestores de varejos, levar tecnologias que vêm sendo desenvolvidas no Estado para o setor e aproximar essas duas realidades, que ainda percebemos como muito distantes. Os supermercados estão vivenciando um temor às novas tecnologias como se, por conta delas, corressem o risco de deixarem de existir. A ideia desta pesquisa é, então, mapear esses receios e entender como as soluções desenvolvidas por empresas de tecnologia voltadas ao varejo podem agregar e facilitar o dia a dia dos gestores desses comércios, além de trazer maior eficiência, automatização e, consequentemente, sustentabilidade e escalabilidade para os negócios.

A metodologia do estudo

Conduzido por uma equipe de psicólogos treinados especificamente para este estudo, o processo constará da realização de entrevistas qualitativas, entendendo as dores, desafios e opiniões das pessoas por trás dos negócios. A pesquisa será aplicada nas seis mesorregiões de Santa Catarina e em cada uma delas serão analisados pequenos, médios e grandes varejos. Dentro de cada um destes negócios, os psicólogos farão entrevistas com duas figuras centrais para o estudo, focado na obtenção de diferentes percepções da operação varejista: o líder estratégico, que corresponde à pessoa que dá identidade e rosto ao negócio e expressa seus valores; e o líder de campo, entendido na pesquisa como a pessoa que está diretamente ligada à operação diária. Os insights obtidos a partir das conversas irão possibilitar ao estudo entender o contexto do varejo catarinense hoje, como ele está adaptado às tecnologias, e de que forma isso pode ser otimizado no futuro.

As coletas de campo já foram iniciadas e nós estamos muito otimistas com os frutos que este estudo poderá trazer para o ecossistema de varejo de Santa Catarina. A publicação dos resultados ocorrerá no próximo mês de setembro e, a partir disso, poderemos entender com mais clareza de que maneira as empresas de tecnologia podem se aproximar do varejo e agregar ao contexto identificado.

Artigo escrito por João Stringhini, Business Development na Involves

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