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O outro lado da crise varejista



As consequências da pandemia de COVID-19 são variadas e representam um impacto sem precedentes para empresas de varejo no Brasil

No início do ano, projeções realizadas por especialistas da área prenunciavam um futuro de grandes dificuldades para o setor varejista do país. Como resposta à chegada do coronavírus, políticas de contenção foram adotadas, entre elas, o fechamento do comércio surgiu como algo imprescindível, a fim de evitar aglomerações e diminuir os efeitos do contágio. Claro, acima de qualquer estimativa econômica e questões financeiras, a vida humana deve ser preservada e todas as medidas que priorizem o bem-estar da população devem ser encaradas sob um olhar positivo.

Não há como escapar da seriedade que o assunto demanda e solidariedade é uma palavra-chave para que todos possam passar por esse momento tão delicado. Aos líderes e gestores, a importância de se tomar decisões organizacionais em harmonia com o que se espera de uma cultura interna humanizada se vê presente a todo momento.

Para auxiliar profissionais varejistas e indicar um caminho no meio de tantas incertezas sobre o futuro, preparei um artigo passando por tópicos essenciais do varejo. Acompanhe!

Ética e transparência para superar o presente

Infelizmente, a pandemia de coronavírus já é uma realidade para o Brasil. Os desafios são grandes e agir com rapidez é necessário para que o impacto seja minimizado e, mais do que nunca, a figura de liderança será fundamental para que colaboradores e equipes envolvidas tenham a tranquilidade para conduzir suas funções sem maiores obstáculos. Isso começa pela base de uma gestão orientada à ética como filosofia de comunicação.

A troca de informações, fluída e flexível, terá um grande protagonismo para que todos estejam alinhados sob um mesmo objetivo. Esse conceito também se aplica para o atendimento ao cliente, outra parte interessada e determinante para a continuidade do negócio. Aproveitar o quadro que passamos para repensar valores e escolhas pode ser o diferencial em relação às respostas para a crise provocada pela pandemia. No fim, todos estão à deriva de um inimigo invisível, o que muda é a forma que escolhemos enfrentar esse problema universal.

Medidas que priorizem as pessoas

Partindo para ações práticas e capazes de provocar efeitos positivos para os profissionais que exercerão seus cargos hoje e nos próximos meses, algumas alternativas mostram-se fundamentais e simplesmente indispensáveis. Entre elas, o compromisso de manter seu estabelecimento arejado, limpo e esterilizado, com enfoque em superfícies e objetos cuja recorrência de manipulação é alta, deve se tornar um hábito rotineiro para varejos de todos os tamanhos. Uma boa comunicação, como citada anteriormente, também deve fomentar a lavagem de mãos por parte dos funcionários e clientes, anúncios e cartazes sobre a prevenção do vírus são bem-vindos.

O álcool em gel, item tão valorizado na luta contra o coronavírus, poderá ser distribuído em pontos estratégicos, de fácil acesso e visibilidade. Atentando-se ao estado de saúde dos trabalhadores, sintomas como coriza ou tosse são motivos válidos para que máscaras e lenços sejam concedidos. Funcionários que apresentem febre devem ser direcionados para trabalhar remotamente. São atitudes que, se tomadas em conjunto e conscientemente, minimizarão o risco de contágio.

Atenção à questão financeira

O estado é de calamidade pública. Em situações como essa, é imprescindível que instituições e órgãos responsáveis tenham uma abordagem flexível com cobranças e pagamentos obrigatórios. Entenda que, neste momento, todos os segmentos dentro do varejo estão sentindo na pele o que está acontecendo e precisa tomar atitudes rápidas.

Na missão de resguardar a saúde econômica do setor varejista, novas opções têm surgido a cada dia. Internamente, realizar uma análise de custos fixos como aluguel e marketing a fim de adiar o pagamento a partir de setembro, mês em que se espera uma estabilidade do quadro. Isso se aplica igualmente para parcelas de compra de produtos.

No âmbito governamental, a postergação de impostos é uma variável cada vez mais próxima da realidade varejista. Benefícios do Simples Nacional e incentivos voltados para folha de pagamento servirão para amenizar o prejuízo sentido pelo setor. Outro movimento necessário é o requerimento junto a bancos e organizações financeiras de créditos capazes de proteger o fluxo de caixa. Superar a crise com a manutenção da equipe de funcionários, evitando demissões, é uma tentativa recomendável e que fortalecerá a produtividade.

Em resumo, a omissão do empreendedor não pode determinar o rumo que o setor varejista irá seguir. É de suma importância enfrentar os problemas com ética e transparência de forma ágil. A hora de agir contra os problemas provocados pelo COVID-19 é agora. Uma dica para este momento: trace novas estratégias a partir de julho, quando a crise começar a diminuir e o panorama global apresentar pequenas melhoras. Assim, em setembro, já será possível acionar o novo plano de ação.

Artigo escrito por Rafael Rodrigues, Country Manager da CECOP Brasil, maior comunidade de óticas independentes do mundo.

Sobre a CECOP

A CECOP é a maior comunidade de óticas independentes do mundo, com 4.500 lojas associadas e a visão de ser um dos agentes transformadores do modelo tradicional do varejo no setor. Com sede na Espanha e 20 anos de existência, a empresa está presente em 9 países: Brasil, Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, Irlanda, Colômbia, México e Estados Unidos. No Brasil, a CECOP possui mais de 1.200 óticas integradas que, juntas, vendem ao consumidor aproximadamente R$ 1 bilhão por ano. Através de um formato inovador no conceito de comunidades e economia compartilhada, o modelo da empresa tem como objetivo entregar ferramentas e soluções que tornem o empresário cada vez mais competitivo, sustentável e lucrativo, ao mesmo tempo que respeita a liberdade e independência que um empreendedor possui sobre seu próprio negócio. Para obter mais informações, viste www.cecop.com.br

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