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Startup permite o retorno dos eventos no Brasil

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília apostam em startup responsável por evento 100% touchless: cashless, fila digital do banheiro e interação do público via chat no app


Para experts em comportamento e tecnologia, um dos legados da pandemia é a aceleração da transformação digital. Mudanças que ocorreriam a passos lentos, tornaram-se parte do dia a dia e, empresas que traziam soluções para simplificar processos e implementavam seus serviços aos poucos, começaram a prosperar durante a crise. Esse é o caso da Dpen, abreviação de ‘digital payments for entertainment’, criada em 2019, pelo trio Luis Felipe Palomares, João Mollo e Luciano Nascimento. A startup é hoje contratada por todo Brasil já tendo eventos entre São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, em formato Drive-in, com a missão de solucionar e garantir o necessário distanciamento social.

Quando o Dpen foi criado, a intenção era oferecer um serviço de cashless para eventos, e durante seus primeiros três meses atuou em mais de 100 festas em todo Brasil. “Depois de passar mais de 1 hora na fila de um famoso festival, decidi criar uma empresa que resolvesse de fato o problema e proporcionasse tempo de qualidade ao entretenimento”, comenta Palomares. E como crise também é oportunidade, com a pandemia os sócios criaram o Dpen Touchless, um aplicativo PWA – progressive web app – para suportar as demandas do novo formato de entretenimento no país.

A experiência começa desde a porta do evento, onde um totem faz a leitura dos ingressos dos participantes, sem sair do carro, evitando a proximidade social.

Durante o evento, o cashless, um velho conhecido do consumidor que frequenta festivais, foi revisitado para ter uma melhor performance. Assim como aplicativos de comida, o público terá acesso ao cardápio de comes e bebes do drive- in e fará sua compra pelo celular. Feito um pedido, ele chega direto na cozinha e ao estar pronto, uma pessoa do staff, devidamente equipada em EPis de segurança, vai até a vaga do carro entregá-lo.

É proibido sair do carro para qualquer motivo, a não ser ir ao banheiro. O participante terá que sinalizar via app que precisa usar o sanitário e irá para uma fila virtual. Assim que a cabine estiver vazia e após a sua higienização, ele receberá a liberação para ir até o local.

E como eventos são feitos de pessoas, o Dpen criou a função chat para que o público presente possa interagir entre si, comentando sobre o evento, fazendo networking, e também uma paquera. Ainda, qualquer problema ou sugestão que deva ser comunicado, um whatsapp com a organização do Drive-in fica à disposição do público durante o filme.

O Dpen tem como missão diminuir o número de pessoas operando durante o evento, substituindo serviços como caixas e bartenders; simplificar a operação, garantindo a risca todas as normas liberadas por lei para o funcionamento do drive-in, além da entrega de relatórios detalhados sobre consumo e comportamento do público que esteve no local; e entregar para o consumidor uma experiencia única sem coloca-lo em risco de contaminação.

Sobre os sócios: Luis Palomares, João Mollo e Luciano Nascimento uniram suas expertises nas áreas de entretenimento e tecnologia para proporcionar uma experiência única no mercado cashless para eventos na América Latina.

Palomares, responsável pela área de business, foi fundador do App Sem Hora, pioneiro em venda de ingressos online no Brasil. Em 2017 vendeu a operação para a Eventbrite, líder global no segmento, e tornou-se membro da diretoria para América Latina. Saindo para novos desafios após o IPO.

Já João Paulo, operação da plataforma, possui experiência de mais de 10 anos no mercado de entretenimento, fundador da Vets Group, empresa de controle de acesso para eventos. E Luciano Carone, nome por trás da tecnologia, é fundador do Get In e ex CTO do Sem Hora. A GetIn hoje é uma das principais plataformas nacionais para gerenciamento de fila de espera em restaurantes.

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