Em meio a algumas contenções de despesas e cautela em relação a novas aquisições de bens duráveis por financiamento, o consumidor brasileiro, especialmente as mulheres, desenvolve alguns escapes, com afagos de consumo pessoal. Prova disso é o aumento do gasto médio com produtos de higiene e beleza, que cresceu 23% no primeiro trimestre deste ano, ante o mesmo intervalo do ano passado.

O dado, que faz parte de uma pesquisa da LatinPanel Brasil, mostra que essa é a maior variação do período em relação aos demais segmentos de não-duráveis. Na segunda posição em termos de crescimento, o consumo de produtos de limpeza do lar aumentou 17%, seguido de compras de alimentos (15%) e bebidas (9%), no mesmo intervalo.

"É a indulgência. Pode estar havendo a migração de gastos com bens duráveis para esses produtos de higiene e beleza, que representam pequenos prazeres no dia-a-dia", diz Ana.
Mesmo quando considerado o período de 12 meses encerrados em fevereiro, a expansão desse tipo de gastos foi de 17%, também maior do que a alta verificada com limpeza (13%), alimentos (12%) e bebidas (3%).

Outro fato que chama atenção é que os gastos do itens de limpeza da casa também avançaram mais do aqueles com alimentos e bebidas. Nesse caso, entra a tendência do consumidor de ficar mais em casa nas horas de lazer, o que exige mais cuidados com a limpeza. Além disso, o setor vem avançando muito na diversificação dos produtos e categorias para todas as faixas de renda, o que também justifica o aumento de consumo.

Na verdade, poucas foram as categorias de produtos que sofreram queda de consumo nos últimos 12 meses. Mesmo com a desaceleração econômica e os ajustes de pessoal feitos no final do ano passado, o poder de compra dos brasileiros parece ainda bastante preservado para produtos não-duráveis.

Conforme estudo da LatinPanel, 46% das categorias de produtos para o lar pesquisadas de março de 2008 a fevereiro do ano passado registraram expansão, tanto em volume como em valores, frente ao mesmo intervalo do ano anterior. Nesse grupo, a empresa de pesquisa destaca bebidas a base de soja, sucos, salgadinhos, creme de leite e sorvetes.

Entre aqueles que tiveram aumento de volume, mas redução no total faturado estão 31% das categorias, com destaque para café solúvel, leite em pó, refrigerantes e leite longa vida. Produtos como café torrado, leite pasteurizado, extrato de tomate e suco concentrado fazem parte dos 21% de produtos de categorias que registraram volume menor de vendas, mas avanço em termos financeiros no período.

Segundo a executiva, a baixa absoluta em valor e volume se restringiu a dois produtos: esponja de aço e cerveja. Neste último caso, inclusive, a baixa foi de 1%, o que configura estabilidade e não indica tendência.

Fonte: Bianca Ribeiro Valor Online
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