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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Setor supermercadista do Estado de São Paulo apresenta crescimento

Apesar da crise econômica que tomou conta do País nos últimos dois anos, o setor supermercadista do Estado de São Paulo vem registrando números consideráveis. De janeiro a outubro, o ramo apresentou 12,4% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo Helena Takemoto, gerente do Hortifruti União, localizado na capital paulista, esse crescimento também foi notado em seu estabelecimento. “Registramos um aumento de 12% nas vendas. Um número muito acima do que esperávamos”.

O Hortifruti União utiliza o sistema de gestão desenvolvido pela VR Software, especializada em tecnologia para supermercados, e acredita que isso é um grande diferencial para oferecer aos seus clientes um bom atendimento. “Acredito que a localização do nosso supermercado ajuda muito, mas não posso deixar de citar que sempre pensamos em buscar os melhores produtos, a mão-de-obra mais eficiente e sistemas de gestão competentes e de fácil uso, para que possamos nos desenvolver e oferecer ao cliente um atendimento de qualidade e diferente do que já existe no mercado”, explica Helena.

Embora muitos empresários tenham preferido resguardar seus negócios no auge da crise econômica, outros pensaram diferente e resolveram investir pesado para não perder os clientes já conhecidos, e, consequentemente, tentar conquistar novos consumidores. “Não pensamos em ficar parados em nenhum momento. Investimos pesado em promoções especiais, na comunicação e até reformamos uma de nossas unidades para acolher melhor nossos clientes e futuros fregueses”, orgulha-se Helena.

Além de manter o investimento, outro fator que pode garantir o aumento nas vendas dos supermercados está ligado ao fato de que a crise não bateu à porta somente daqueles que possuem seus próprios negócios, mas também para a população, que estava acostumada a almoçar em restaurantes todos os dias. Para Helena, muitos foram forçados a uma nova rotina na hora da alimentação. “Os clientes deixaram de comer em restaurantes ou vão menos vezes, há ainda aqueles que passaram a ir somente em ocasiões especiais, para economizar. Com isto, tornaram a fazer compras toda semana para preparar suas refeições em casa”.

A expectativa para 2017 é que estes números sejam ainda melhores, pois se acredita em um Produto Interno Bruto positivo, a partir do segundo semestre do ano que vem, algo em torno de 0,80 a 1,5%, segundo a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet).

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