Setor representa 22% do PIB brasileiro e emprega 1 em cada 5 trabalhadores no Brasil



Varejo brasileiro representado por líderes das principais entidades do setor encontrou-se ontem com o Vice Presidente da República, Michel Temer, para discutir temas de interesse comum deste importante segmento da economia. A agenda dos líderes das entidades inclui uma reunião prévia com o Ministro-Chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos.

Na pauta das audiências, além da entrega formal de um estudo inédito que radiografa o setor em números e análises, serão levados mais seis assuntos para serem apreciados: simplificação das relações com as instâncias governamentais, maior aproximação do setor com o governo, alternativas para manutenção do emprego, análise das condições de crédito das empresas de varejo, propostas para economia de energia e água e intensificação da formalização das empresas de varejo.

O grupo é composto pelas seguintes entidades: Associação Brasileira de Franchising (ABF), Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), Associação de Lojistas de Shoppings (ALSHOP), Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO), Associação Paulista de Supermercados (APAS), Associação Brasileira de Atacados de Autosserviço (ABAAS), Associação Brasileira de Relações Empresa Cliente (ABRAREC), Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP).

Para um dos líderes presentes, a audiência abre uma aproximação necessária e irreversível junto ao governo federal. “Há tempos, necessitamos de uma interlocução direta com o governo federal. Tanto para darmos nossa contribuição, quanto para esclarecermos nossas reivindicações, especialmente em um ano delicado como o que viveremos em 2015”, declara.

Na opinião de outro representante, o encontro é histórico pela união das entidades em torno de temas comuns a todas. “Pela primeira vez, as entidades conseguiram reunir em um único estudo as principais estatísticas, conceitos e números daquele que é um dos mais significativos segmentos da economia nacional”, afirmou.

O estudo mostra, entre outras estatísticas, que o varejo nacional emprega 1 em cada 5 trabalhadores no Brasil, além de representar 22% do PIB brasileiro.

A pauta comum das entidades de Varejo:

1. Simplificação das relações com as diversas instâncias do governo
O Setor entende que ainda existe muita burocracia na relação das empresas com os diversos órgãos do governo e que em algumas situações a regulamentação não é adequada ao setor.
Como exemplos das oportunidades de simplificação temos a atualização dos CNAES, a simplificação do SPED consolidado por CNPJ e não por loja e os movimentos que vem ocorrendo em alguns estados de proibição da negativação de clientes inadimplentes exigindo instrumentos mais onerosos das empresas, entre outros pontos.

2. Maior aproximação do setor com o governo
A partir desta iniciativa de uma pauta comum das principais entidades de varejo o setor pretende intensificar o diálogo com os Três Poderes, participando de estudos e pesquisas realizados pelos órgãos públicos e das discussões junto ao Congresso Nacional e nos diversos ministérios.

3. Alternativas para manutenção do emprego
Existe uma clara preocupação com a manutenção dos empregos no setor que respondem por 19% do total da mão de obra empregada no Brasil. A discussão de novos modelos de contrato de trabalho e de outras alternativas de contratação que possam, em um momento de instabilidade econômica, viabilizar a manutenção do emprego e evitar demissões

4. Análise das condições de crédito das empresas de varejo
Apesar de existirem Linhas de crédito para expansão, tecnologia e modernização e capacitação no varejo, o setor luta por menos burocracia, menor custo e garantias factíveis para viabilizar o acesso, principalmente das médias e pequenas, ao crédito.

5. Propostas para economia de energia e água
As principais entidades do varejo vêm trabalhando por meio de seus associados, campanhas de conscientização para economia de água e energia. O Setor apoia as iniciativas de governo que busquem a solução deste problema nacional e gostaria de participar das discussões e programas do governo.

6. Intensificação da formalização das empresas de varejo
Apesar das diversas medidas que buscaram a formalização das médias e pequenas empresas do varejo os líderes do setor entendem que ainda existe uma grande informalidade que gera uma concorrência desleal para as empresas que trabalham dentro da lei e uma oportunidade de aumento de arrecadação em um momento de ajustes fiscais sem onerar mais as empresas legalmente estabelecidas. As entidades apoiam e gostariam de participar de forma mais ativa das discussões envolvendo o Simples Nacional e outros programas de formalização do setor.


Fonte: Assessoria de imprensa
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