por Evandro Rodrigues*

A inovação no varejo muitas vezes é pautada pelo consumidor, as empresas têm que se adaptar para oferecer a experiência que o consumidor deseja. E o desafio da inovação no varejo ocorre tanto no meio físico como no online. O processo de repensar modelos, remanejar o negócio para atrair o cliente, driblar a concorrência e criar uma boa experiência são os desafios mais impactantes e acontecem em todos os canais.

Evandro Rodrigues, da Intel
A inclusão de tecnologia é primordial para se conquistar inovação do varejo. Rapidamente são desenvolvidas e aderidas novas formas de pagamento, novos dispositivos, automatização, diferentes plataformas, etc, mas junto com tudo isso vem também o desafio da segurança da informação.

A combinação de lojas físicas, lojas virtuais e a interação do usuário é o cenário perfeito para a falta de segurança. São cada vez mais dados, mais dispositivos e mais usuários, criando o cenário que chamamos de “Tempestade Perfeita” para a insegurança da informação, o que acaba atraindo mais a atenção dos cibercriminosos para este mercado com o objetivo de roubo de dados corporativos e informações sobre clientes.

Para citar um exemplo, aproximadamente 150 milhões de e-mails de phishing são liberados por dia, dos quais 80 milhões acabam sendo executados e cerca de 150 mil usuários são infectados. Proteger da empresa e também os clientes é uma corrida contra o tempo. Além da prevenção, a detecção e a correção precisam ser cada vez mais rápidas para não comprometer a segurança da empresa. A indisponibilidade de serviços ou o vazamento de dados podem causar enormes prejuízos para as companhias.

Geralmente uma equipe de TI demora vários dias ou até semanas para detectar e reparar o dano causado por um ataque a uma empresa. A prevenção não é mais a parte mais importante do processo de segurança. As ameaças são tantas e tão sofisticadas que é preciso estar preparado para detectar e corrigir o dano de forma rápida. E uma resposta mais rápida exige uma nova forma de pensar a segurança da informação.

A questão não é quanto se ganha, mas quanto se deixa de perder ao investir em segurança. Cada vez mais é preciso ser mais eficiente sem afetar o valor do negócio. Por isso a segurança precisa se tornar mais uma parceira de negócio dentro da corporação e deixar de ser vista como um projeto a parte.

Uma única solução não é mais capaz de fazer identificação de forma adequada, é preciso olhar para outras camadas e inserir mais inteligência no processo com ações como correlação de dados, análise em tempo real, estudo do ciclo de vida das ameaças, avaliação de comportamento suspeito, entre outras. Apenas uma plataforma com soluções integradas pode reduzir o tempo de resposta para poucas horas e acelerar o reparo aos danos.

Integrar soluções não significa descartar tudo o que já existe e implementar soluções novas, pelo contrário, é preciso olhar para o que já existe dentro do ambiente corporativo e fazer com que as soluções conversem entre si e funcionem da melhor forma possível. Com a integração de soluções será possível alcançar um novo patamar na segurança da informação, compreender melhor quais são as dificuldades e as vulnerabilidades e responder aos incidentes de segurança de forma mais rápida e eficaz.

*Evandro Rodrigues é engenheiro de vendas na Intel Security
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