por Gerardo Wisosky*

O desafio da transformação dos negócios através da Digital Transformation já faz parte dos assuntos mais discutidos entre empresas de todos os portes e segmentos. Para se ter uma ideia de como o tema está em evidência, experimente buscar no Google pelo termo “Digital Transformation”. Você vai encontrar, nada mais nada menos, que mais de sete milhões de resultados.

Entretanto, a questão que mais causa polêmica no mundo corporativo é como transformar uma empresa sólida, com um modelo de negócios já bem estabelecido, em uma empresa realmente digital. No meu ponto de vista, o ideal é começar as mudanças pela área de TI. Afinal, é um setor que usa intensamente tecnologia, pois é sua matéria prima, e pode formular os modelos organizacionais da empresa através disso.

Hoje, a tentativa que vem se tornando mais popular em fazer a TI ser mais ágil é a proposta de um modelo de TI bimodal. Como a tecnologia tradicional, mesmo com foco estratégico, não pode ser simplesmente transformada em tecnologia digital, cria-se um modelo de gestão onde as duas convivem.

A TI Digital emprega a tecnologia de ponta e o modo de operação consequentemente mais veloz converge para o total aproveitamento das oportunidades digitais. Na maioria das vezes, isso acontece através de apps móveis, opção que, desde feita de maneira eficaz, garante retornos rápidos, porém, exponenciais para as empresas. Já a TI tradicional mantém o legado funcionando ao mesmo tempo.

Porém, precisa ficar claro que para atingir a Digital Transformation, criar uma TI bimodal aplicando práticas mais ágeis à TI tradicional não é o suficiente. A ideia aqui trata-se em conduzir uma mudança cultural dentro da organização, que atinge todas as áreas da empresa, tendo disciplina e cuidados para que exista o engajamento necessário e aumentar a proposta de valor para o cliente.

Porque a Digital Transformation é exatamente isso: permitir que a empresa seja baseada em processos digitais, transformando a infraestrutura e os elementos básicos do negócio com o impacto do uso, por exemplo, de ferramentas como o Cloud Computing, analítica avançada, desenvolvimento de apps móveis, etc.

Fica claro que o bimodal pode ser o primeiro passo, mas não deve ser o objetivo final. Afinal a própria Digital Transformation é apenas o início de um processo, onde a TI passa a ser o negócio propriamente dito.

E com a organização caminhando para ser digital e, portanto, exponencial, a TI também deve agir de tal forma. Se a empresa operar na velocidade exponencial, o modelo bimodal se tornará automaticamente anacrônico.

A Digital Transformation está fazendo com que as organizações mais visionárias coloquem o engajamento de usuários ou clientes no topo de suas prioridades de tecnologia. Conduzidas pela real necessidade de pensar na jornada do cliente por todas as plataformas digitais (como aplicativos móveis, sites na internet) e na interação pessoal, mais e mais empresas concentrarão seus esforços em sua própria transformação digital daqui em diante.

Os sistemas tradicionais serão amplamente expandidos, tornando-se aplicativos que engajam clientes e funcionários de maneira mais eficaz e fornecem insight analítico. A grande variedade de sistemas especialistas, como a Big Data, por exemplo, passam a ser adaptados para fins específicos, atendendo às necessidades dos desenvolvedores que constroem aplicativos inovadores. O verdadeiro valor do próprio Big Data emergirá dessa próxima onda de aplicativos e serviços.

E para entrar de vez na Digital Transformation e competir nesse contexto, não basta apenas alterar a estrutura dentro da empresa. As empresas precisam encontrar maneiras de engajar os próprios os clientes e os prospects de um modo mais digital. Modernizar aplicativos para atuar bem no espaço digital será mais que uma necessidade, uma obrigação. O website mesmo, por exemplo, não pode ser mais um simples outdoor para a empresa, mas sim um recurso interativo e dinâmico que abrange a próxima geração de desenvolvimento de aplicativos.

* Gerardo Wisosky, country manager do GeneXus no Brasil – ferramenta de desenvolvimento de sistemas que permite criar aplicativos para as linguagens e plataformas mais populares do mercado, sem necessidade de programar.
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