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Pequenas empresas aderem ao comércio eletrônico

Luís Sampaio é um dos proprietários da Mundo Corrida, loja de artigos para praticantes de corrida de rua. O site vende camisetas, tênis e medidores de frequência cardíaca, entre outros itens relacionados à modalidade.

A empresa iniciou as atividades em março de 2009 pelo mundo virtual, mas já planeja abrir lojas físicas na capital paulista, em Brasília e Belo Horizonte. Com faturamento anual na casa dos R$ 2 milhões, Sampaio é um exemplo de pequeno empresário que encontrou na internet uma aliada para iniciar e expandir seu empreendimento.

Os números mostram o crescimento da popularidade da rede como canal de venda entre os pequenos empresários. Segundo dados da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), organização que desenvolve e monitora meios seguros de transações virtuais, em 2009, 20% dos R$ 10,5 bilhões faturados com o comércio virtual, ou e-commerce, entraram nos caixas de empresas de pequeno porte.

Gerson Rolim, diretor executivo da Camara-e.net, afirma que a participação das pequenas empresas nas vendas virtuais cresceu de 19%, em 2008, para 20% no ano passado. Rolim explica que a grande oportunidade dos pequenos está no atendimento a públicos específicos. "Alguém que comercialize roupas de tamanho grande (manequins 48 a 56) ou artigos para consumidores que têm um hobby", exemplifica.

Ele acredita que, além de evitar a guerra de preços com companhias de maior musculatura econômico-financeira, a prática permite oferecer um conhecimento diferenciado das necessidades do público, caminho seguro, garante ele, para atrair clientes.

A inexistência de fronteiras na internet obriga o empresário a ter uma operação de logística bem estruturada, a fim de entregar os pedidos em tempo hábil. "O mercado conta com várias empresas especializadas em serviços de entrega, inclusive os correios (ECT)", diz o diretor da Camara-e.net.

Rolim observa que outro ponto importante do negócio é uma estrutura que permita a segurança financeira das operações. O mercado conta com empresas que oferecem ferramentas de processamento de pagamentos por meio de cartões e análise de risco de crédito dos clientes, além da proteção contra fraudes. "Cerca de 80% das operações no comércio virtual são pagas com cartão de crédito", explica ele.

Igor Senra, diretor de operações da MoIP, empresa especializada em tecnologia financeira e em gestão de pagamentos na internet, afirma que a representatividade dos pequenos varejistas (faturamento anual até R$ 180 mil) na carteira da empresa, subiu de 8,2% em 2008 para 9,6% em 2009. Atualmente, afirma Senra, é possível montar um site próprio a partir de R$ 30.

A alternativa à página própria são sites que permitem o cadastramento de produtos para venda e gerenciam toda a operação até conclusão do pagamento (leia texto nesta página). Foi a opção de André Paschoin, que há 13 anos fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e em 2006 ampliou seu negócio com reforma e venda destes produtos. "Miro quem não têm condições de comprar o produto novo", diz.

Segundo Paschoin, a venda de unidades reformadas representa cerca de 45% de sua receita mensal, hoje em torno de R$ 8,8 mil, que inclui serviços de conserto e venda de peças de reposição para outros estados. "No caso das peças, deixei São Paulo de fora para não concorrer comigo mesmo." As informações são do Jornal da Tarde.

Fonte: Ultimo Segundo


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