quarta-feira, 19 de maio de 2010

Setor atacadista vive euforia e prevê novos recordes este ano

Se o ano de 2009 foi bom para segmento atacadista distribuidor, que teve faturamento de R$ 131,8 bilhões, as projeções para 2010 são ainda mais otimistas, com expectativa de crescimento de até 30% por parte de redes do setor.A Associação Brasileira de Atacadistas e distribuidores de produtos industrializados (Abad) tem projeção de crescimento de 6% para o segmento em 2010.

Em 2009, o setor cresceu, em termos reais, 4,1% em relação ao ano anterior, acima das expectativas da Abad, que projetava avanço de 3%. A cadeia alimentar varejista movimentou R$ 252,7 bilhões, montante em que 52,2% foram de participação dos atacadistas distribuidores.

Com faturamento superior a R$ 860 milhões em 2009, o Grupo Roldão Atacadista se prepara para crescer 30% neste ano, passando de R$ 1 bilhão em receita. Para isso, investirá cerca de R$ 30 milhões ao longo do ano, com abertura de um centro de distribuição que dentro de 5 meses estará em funcionamento, e com inauguração de três lojas, totalizando 15 unidades no estado. "Até 2012, investiremos em lojas no Estado de São Paulo, mas a partir daí, queremos avançar para todas as regiões do País" afirmou Ricardo Roldão, presidente da empresa.

O Roldão ocupa a terceira posição no ranking geral da Abad no Estado de São Paulo e, no cenário nacional, está em sétimo lugar. A empresa pretende avançar com algumas medidas que vão da contratação de executivos de mercado ao ajuste do mix de produtos, segundo o presidente do grupo. "Isso mostra nossa força no setor, mostra nosso posicionamento. Nós esperamos melhorar nossa posição no ranking e crescer investindo em pessoas e em tecnologia" explica.

Um destaque no ranking da Abad foi a Região Nordeste do País, que registrou crescimento de até 100% de algumas redes do setor.

Hoje o mercado nordestino está em segundo lugar em oportunidades ao segmento atacadista, atrás somente do sudeste do País. No nordeste, o crescimento no consumo foi de 4%. A Grande São Paulo, por exemplo, teve aumento de 2,9% de 2008 para 2009. O termômetro desse mercado em expansão é o faturamento das empresas que tinham o sudeste como destino d e suas vendas. A participação da região caiu de 41% para 39,3%, enquanto no nordeste passou de 29,9% para 30,9% entre 2008 e 2009.

Prova dessa mudança, a cearense Sodine Sociedade de Distribuição do Nordeste projeta crescer 30% este ano. A rede, que em 2008 ocupava a 23ª posição no ranking no segmento de atacado de balcão, hoje está em oitavo lugar, ou seja, subiu 15 posições em um ano, com faturamento de mais de R$ 50 milhões em 2009, contra cerca de R$ 18 milhões em 2008.

Carlos Alberto Pontes Filho, gerente de Marketing da Sodine, explica que o bom desempenho da rede é fruto da ousadia nos negócios. "No ano da crise, em que muitas empresas fecharam ou diminuíram seus investimentos, nós vimos a oportunidade para crescer" afirma, enfatizando que a empresa investiu em consultoria de atendimento e em processos de estruturação. Até o fim do ano, a rede pretende abrir mais duas lojas e existe a possibilidade que uma seja fora do estado.

O professor Nelson Barrizelli, da Universidade de São Paulo, explica que os resultados expressivos no nordeste brasileiro se devem a alguns fatores principais, como os programas do governo federal, que são mais concentrados naquela região, o aumento de acesso a crédito e a renda do consumidor, que tem se fortalecido. "A região tem-se destacado de maneira expressiva graças à bolsa família e ao aumento do salário do consumidor" afirma.

Outro aspecto do potencial do nordeste, de acordo com pesquisa realizada pela Nielsen, é que a região concentra o maior números de domicílios do Brasil. Dos 36 milhões de residências distribuídas pelo País, 7,718 milhões de lares estão situados na Região Nordeste, o que representa 21,7% da população domiciliar urbana do Brasil.

Investimentos

O Grupo Pão de Açúcar pretende reforçar sua bandeira também no atacado. Das 100 novas lojas com abertura prevista este ano, 18 serão Assaí, um dos formatos que trazem maior rentabilidade para o grupo. O Carrefour, que investirá R$ 2,5 bilhões este ano, pretende expandir o braço Atacadão da rede, de atacado de autosserviços, também para regiões do nordeste. Outra grande rede que pretende ampliar sua participação no formato atacado é a norte-americana Walmart, que já confirmou que, das 100 unidades que quer abrir este ano, a maioria será de Maxxi Atacado e TodoDia, suas bandeiras mais populares.

No mesmo ritmo do varejo, o comércio atacadista deve registrar faturamento recorde neste ano. Algumas redes projetam crescimento de até 30%. Este é o caso do Grupo Roldão Atacadista, que obteve faturamento superior a R$ 860 milhões em 2009 e espera atingir o primeiro bilhão de receita neste ano. Para isso, investirá cerca de R$ 30 milhões ao longo do ano, com a abertura de um centro de distribuição que dentro de 5 meses estará em funcionamento, e com a inauguração de três lojas, totalizando 15 unidades no estado. "Até 2012, investiremos em lojas no Estado de São Paulo, mas, a partir daí, queremos avançar para todas as regiões do País" afirmou Ricardo Roldão, presidente da empresa.

Em 2009, o setor atacadista faturou R$ 131,8 bilhões, com crescimento real de 4,1%. O valor ficou acima do previsto pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), que esperava avanço de 3%. Em 2010, a entidade projeta expansão de pelo menos 6%.

Foi destaque no ranking da Abad a Região Nordeste do País: enquanto a participação da Região Sudeste caiu de 41% para 39,3%, o nordeste passou de 29,9% para 30,9% entre 2008 e 2009. Exemplo desse cenário, a cearense Sodine Sociedade de Distribuição do Nordeste projeta crescer 30% neste ano. A rede, que em 2008 ocupava a 23ª posição no ranking no segmento de atacado de balcão, está em oitavo lugar.

As gigantes varejistas também estão de olho no segmento. Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart concentram investimentos em suas bandeiras de atacado.

Fonte: DCI
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