segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vendas do varejo brasileiro sobem 10,4% em agosto

GS&MD - Gouvêa de Souza analisa que o crescimento foi generalizado: todos os setores do varejo e Estados do país fecharam o mês em alta.

Números divulgados pelo IBGE mostram que as vendas do varejo brasileiro tiveram em agosto um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado, fazendo com que o acumulado de 2010 ficasse em 11,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2009. “A continuidade da expansão do varejo reflete a contínua melhoria das condições macroeconômicas do país, com maior volume de crédito; aumento da renda da população; e alta confiança do consumidor”, afirma Luiz Goes, sócio-sênior e diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza.

No varejo ampliado, que inclui Veículos e motos, partes e peças; e Material de construção, o desempenho foi ainda mais forte, com expansão de 14% em agosto e 12,2% no acumulado de 2010. Isso porque as vendas desses setores tiveram expansão de, respectivamente, 19,3% e 19,9% no mês.

O desempenho do varejo brasileiro ficou acima do desempenho das principais economias do mundo. Nos Estados Unidos, as vendas do varejo cresceram 5% na comparação com agosto de 2009, enquanto nos países da Zona do Euro houve alta de 0,6% em relação ao ano passado. Nos primeiros oito meses do ano, as vendas do varejo americano acumularam alta de 6%, enquanto na Zona do Euro o avanço foi de 0,7%.

O grande destaque em agosto foi para o fato do crescimento ter sido generalizado: todos os segmentos apresentaram expansão acima de 6,8% nas vendas e todos os Estados brasileiros fecharam o mês em alta. Esse também foi o sétimo mês do ano em que as vendas tiveram crescimento de dois dígitos. “Abril foi o mês menos forte de 2010, com alta de 9,2%, o que mostra um cenário extremamente positivo”, diz Goes.

As vendas de praticamente todos os segmentos do varejo tiveram em agosto uma expansão mais acentuada que em julho na comparação com os respectivos meses de 2009. As exceções ficaram para Hiper, Supermercados, alimentos, bebidas e fumo (desaceleração de 11% para 7,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 12,2% para 11,7%). A aceleração das vendas foi ainda mais forte nos bens duráveis. Móveis e Eletrodomésticos, por exemplo, cresceram 16,7% em agosto, contra 12,2% em julho; Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (categoria que inclui computadores e celulares) saltaram 24,7% no mês, contra 19% em julho, mesmo sem incentivos fiscais oferecidos pelo governo.

Deve-se ressaltar ainda que os segmentos de Combustíveis e lubrificantes (8,8%); e Livros, jornais, revistas e papelarias (13,7%) tiveram em agosto o melhor desempenho do ano.

A empresa mantém para 2010 a projeção de um cenário muito positivo para o varejo brasileiro, com crescimento das vendas entre 10% e 11%. “Caso se confirme, esse será o melhor desempenho do varejo nos últimos dez anos”, afirma.
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