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Varejo disputa consumidor da classe E

Lojas e financeiras brigam pelo trabalhador com renda de até R$ 800 mensais

O trabalhador da classe E entra na disputa pelo varejo, bancos e pelas financeiras. Com renda mensal de um salário mínimo e meio, ou até R$ 800, ele passa a ser disputado porque pertence a uma classe com certa disponibilidade financeira e que possui garantia no emprego.

Nos últimos anos, com a estabilidade da economia e o acesso fácil ao crédito, o foco de bancos e do varejo foram as classes C e D. São pessoas que vivem com renda familiar mensal de até R$ 5 mil, e as que mais cresceram economicamente.

Agora, é a vez da classe E. Apenas em Ribeirão Preto existem trabalhadores de 20 profissões com salários de médios R$ 800. Entre eles, estão empregados domésticos, porteiros, operadores de caixas, recepcionistas e auxiliares na construção civil. Todos trabalham em setores em alta na cidade e, assim, estão em um mercado de trabalho aquecido - e que deve continuar em alta pelos próximos meses.

A disputa por esse trabalhador é porque aos poucos ele deve sair da E e ir para uma classe social de maior poder aquisitivo.

Movimento

Em uma financeira localizada no Centro de Ribeirão Preto (SP), a faixa E já representa 70% de todo o movimento.

"Há também o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS que ganham até R$ 500, e podem sacar R$ 5 mil e pagar em 60 vezes de R$ 150", diz o gerente da financeira, Adauto Ishimoto.

Além de comprar bens de consumo, o consumidor que ganha menos viaja de avião e passa férias com a família.

Em uma agência de turismo do Centro, os que ganham menos e compram bilhetes aéreos são os que viajam ao Nordeste para visitar a família e pagam à vista, na maioria das vezes por causa da restrição ao crédito.

Para a gerente da agência, Estefânia Girardi, o consumidor que ganha menos ainda não sabe que pode comprar pacotes turísticos e pagar parcelas de até R$ 60 por mês.

"Esse consumidor é importante para nós e para ele temos pacotes completos em 10 vezes para Porto Seguro, por exemplo, por R$ 65 por mês. O consumidor precisa saber que pode", diz.


Fonte: A Cidade

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