terça-feira, 22 de maio de 2012

Comércio eletrônico cresceu 43% no Brasil, segundo Visa

Brasileiros movimentaram US$ 25 bilhões em compras pela internet em 2011, mais da metade do total da América Latina

O estudo de Comércio Eletrônico na América Latina, feito pela AméricaEconomia Intelligence e encomendado pela Visa, revelou que entre 2010 e 2011, o comércio eletrônico cresceu 43% no Brasil, superando o valor total de US$ 25 bilhões, o que representa mais da metade do total da América Latina. Este volume colocou o Brasil, no posto de primeiro país latino-americano a conseguir que as vendas online atingissem 1% do seu PIB.


Segundo o estudo, nos últimos dois anos, o Brasil e a América Latina mostraram um significativo crescimento em vendas no e-commerce, devido a vários fatores determinantes no comportamento de compra da população entre eles: maior segurança e confiança no momento da compra, plataformas de negociação derivadas de novos canais como o social commerce (comércio proveniente de plataformas sociais), reformas governamentais que contribuíram para o incentivo ao e-commerce, aumento do nível de bancarização, além de um maior uso dos meios de pagamentos eletrônicos, como os cartões de crédito.

“Embora o uso do cartão de crédito contribua significativamente para o aumento das oportunidades de consumo na internet, hoje também é fundamental considerar as possibilidades oferecidas pelos cartões de débito Visa Electron”, afirmou José María Ayuso, vice-presidente global de Produtos da Visa Inc. “No momento em que o Visa Electron chegar a ser amplamente aceito na internet, o comércio eletrônico crescerá ainda mais, já que permitirá que aqueles sem acesso à linhas de crédito, também possam comprar pela internet com Visa Electron”.

O executivo ainda pontua que quando comparado com o boleto e a transferência entre contas, o Visa Electron oferece mais conveniência para o portador e maior conversão de vendas para as lojas online.

Em ordem percentual, os países da América Latina e do Caribe que apresentaram maior participação, no total das compras de e-commerce são: Brasil, responsável por 59,1% das vendas no comércio eletrônico, seguido pelo México, que registrou 14,2%. O Caribe contribuiu com 6,4%, Argentina com 6,2%, Chile (3,5%), Venezuela (3,3%), América Central (2,4%), Colômbia (2%) e Peru (1,4%).

Quanto às tendências que contribuíram para a evolução acelerada em compras on-line na região nos último dois anos, a AméricaEconomia Intelligence destaca:

• Social commerce e o fenômeno dos cupons: a adoção das redes sociais na América Latina permitiu a abertura de novos canais para a realização de transações on-line. Canais de descontos com o uso dos cupons, que funcionam como clubes de compras coletivas, estão transformando o comportamento dos consumidores com estratégias inovadoras de negócios.

• Maior segurança e mais confiança ao fazer compras online

• Segurança: Guillermo Rospigliosi, diretor-geral da CyberSource para a América Latina e Caribe, empresa da Visa que processa a gestão de pagamento e realiza sistemas de gerenciamento de segurança contra fraudes de mais de 370 mil empresas no mundo, assinala que 68% das lojas eletrônicas da América do Norte utilizam pelo menos três ferramentas antifraude, o que possibilita que as transações realizadas por seus clientes ocorram de maneira mais confiável e segura. Na América Latina, as empresas estão focando seus esforços em identificar soluções eficientes para oferecer o melhor nível de segurança aos seus clientes.

• Maior confiança: Os esforços para gerar uma melhor logística de compra, distribuição, recebimento ou devolução de produtos tem se aperfeiçoado muito mais por parte dos comércios que operam online. No Brasil, por exemplo, é possível devolver um artigo comprado em formato digital, sem custo para o cliente, aumentando a confiança na experiência de compras.

• Maior oferta de e-Tailers (comércios online): Motivadas pela grande expansão do e-commerce no Brasil e em toda a América Latina, muitas empresas de grande porte estão com as atenções voltadas ao continente latino-americano para aumentar oportunidades de negócios em e-commerce, por meio de plataformas inovadoras para que a experiência de compras seja mais ágil e eficiente.

• Maior bancarização: O desenvolvimento econômico na região permitiu que a nova classe média, que não exercia qualquer tipo de atividade comercial há dois anos, agora faça parte da economia, formalmente, graças ao acesso aos meios de pagamentos eletrônicos, o que também contribuiu para o crescimento das compras online.

De acordo com o estudo, espera-se que a região experimente um crescimento de 26% no comércio eletrônico em 2012, e de 28,5%, em 2013. Da mesma forma, espera-se que até 2015, a internet móvel gere uma maior atividade de compra, uma vez que a penetração de smartphones deva chegar a 50%.
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