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Mercado de semijoias em ascensão

Enquanto as empresas nacionais estão focadas no mercado chinês com volumes cada vez maiores no número de peças e de matéria prima importadas para confecção de produtos, a Rosa Valverde vai na contramão e prefere concentrar sua produção no Brasil. De acordo com uma das sócias do trio de empreendedoras que conduzem os negócios da empresa, Mara Valverde, acredita que essa é uma forma de vistoriar, controlar e garantir a qualidade e originalidade do trabalho. Para atender o fluxo de produção da empresa, as compras de matéria prima representam 30% do faturamento mensal. Isso porque a loja oferece semanalmente 300 peças novas – cada modelo possui um número limitado – no máximo seis.

“Trabalhamos com semi-jóias feitas artesanalmente, então, precisamos ter a certeza que o material utilizado na elaboração da peça atenderá as nossas exigências. Sendo assim, preferimos o mercado nacional para ter um acompanhamento mais efetivo”, explica Valverde.

A empresa está em fase de expansão. Com seis lojas próprias, todas na capital paulista, a Rosa Valverde tem interesse em conquistar outros mercados. Tanto que eles já estão analisando algumas propostas para franquear o negócio que já é um sucesso. De acordo com os números, a empresa faturou R$ 7 milhões no ano passado. “Nossa meta é de inaugurar 15 lojas até 2015. Para isso, estamos conversando com potenciais franqueados. A expectativa é bastante positiva, já fizemos algumas visitas técnicas e logo, outras regiões fora de São Paulo também terão uma loja que oferece um mix de produtos de altíssima qualidade e beleza”, afirma a empresária. Segundo ela, a previsão de retorno é de 24 a 36 meses e o faturamento médio por unidade é de 80 mil reais.