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E-commerce auxilia setores de chocolates, amendoins e balas a se recuperarem da crise

De acordo com ABICAB vendas online do setor sobressaem durante a pandemia. Empresas do setor investem em canais online e reforçam as mídias digitais



Com a crise causada pela pandemia da COVID-19 em 2020, muitas empresas tiveram que adaptar as suas estratégias e se adequar à nova realidade do mercado, adotando cada vez mais os canais digitais. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Balas (ABICAB), esta movimentação já vinha acontecendo em seus associados, porém com as medidas de isolamento social adotadas pelas entidades públicas, houve um aceleramento nos processos internos das empresas, que também notaram um aumento em suas vendas online.

Um estudo recente da Synapcom mostra que houve um crescimento de 90,33% nas vendas em e-commerce durante o primeiro semestre de 2020, sendo que apenas a categoria de Consumo (alimentos e bebidas) obteve um incremento de 105,46% com relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente da ABICAB, Ubiracy Fonsêca, o e-commerce já vinha crescendo nos últimos anos e a pandemia apenas acelerou esse processo. Mesmo após o pico da pandemia, os setores representados pela Associação preveem que as vendas nesses canais se mantenham.

"Dentre os nossos associados, muitas empresas viram suas vendas online crescerem no período, mas ainda assim a relevância do varejo tradicional se manteve. Além disso, algumas delas utilizaram esses canais para ir além e manter um contato mais próximo com os seus consumidores.", conta o presidente da ABICAB, que também defende que o formato digital não só tem o papel de facilitar a compra online, mas também de impulsionar as vendas offline.

Ainda de acordo com o presidente da Associação, todos os canais digitais que conectam o consumidor com o varejo foram fundamentais, desde aplicativos de delivery, varejos online, market places e pedidos por WhatsApp (estratégia adotada por alguns players) e fizeram toda a diferença para garantir o sucesso de vendas e a consequente recuperação do setor.

"O varejo tradicional ainda é um dos canais mais relevantes para a indústria, porém houve uma inclinação maior do consumidor em testar o e-commerce e os serviços de delivery por conta da realidade atual", ressalta Fonsêca.

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