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3 tendências para aplicar no seu e-commerce em 2021

Provador virtual, minimalismo e venda por lives dominarão o mercado e a estratégia das lojas online no próximo ano


O e-commerce tornou-se a principal fonte de receita do varejo brasileiro neste ano e esse caminho sem volta repercutirá na forma como as marcas se posicionarão no curto prazo. Muitas tendências que surgiram como alternativa para ajudar os varejistas a oferecer uma experiência de compra remota vieram para ficar. São tecnologias e boas práticas que, quando combinadas e executadas com planejamento, podem levar a loja virtual a se manter competitiva na disputa pela atenção do consumidor. Se você está aproveitando o mês de dezembro para preparar a sua estratégia para 2021, não seja surpreendido. Entenda o que vai ser destaque no próximo ano e que já pode ser aplicado para melhorar a performance do seu e-commerce.

Provador Virtual

Quando pensamos em otimizar a experiência do comprador no ambiente digital, somos remetidos imediatamente às tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada. Ambas vêm sendo bastante exploradas nos últimos anos por diferentes segmentos, de Óticas à Casa e Decoração, ajudando o usuário a experimentar virtualmente como o produto ficaria ao ser usado. No entanto, estas não são as únicas opções que podem levar a atmosfera da loja ao alcance do consumidor. Uma das práticas que vai ganhar força em 2021 será o provador virtual comandado por influenciadores. 

Já usado por grandes marcas de moda neste ano, ele consiste em nada mais que transformar as redes sociais em espaços para provar e expor as peças, mostrando caimento, combinações e detalhes que ajudam o usuário na hora da decisão. Pode ser feito tanto no feed e nos stories do Instagram, quanto em lives do Youtube das marcas e dos influenciadores que compartilham conteúdo sobre a experiência com os produtos. “Essa é uma alternativa diferente das tecnologias de provadores virtuais dos e-commerces, porque gera uma identificação mais íntima com o consumidor, ao passo que não requer grande esforço e investimento em tecnologia e inovação. Os influenciadores recebem os produtos em casa e conversam com a sua audiência que já confia na sua opinião. Não podemos esquecer do lado humano por trás da tela”, diz Carolina Soares, Co-fundadora da Foto.Com, empresa especializada em imagem e conteúdo para e-commerce.

Minimalismo

A pandemia da covid-19 impactou não só as vendas do varejo em 2020, mas as formas de produção e promoção dos produtos no mercado. Em uma rápida retrospectiva, fica mais fácil entender o cenário atual. Com a queda expressiva do consumo, no primeiro trimestre, por conta do isolamento social, lojas físicas fecharam as portas e fábricas pararam por vários meses. Lojistas se digitalizaram em tempo recorde para conseguirem manter sua operação. Por necessidade ou conveniência, consumidores que nunca haviam comprado online começaram a explorar essa possibilidade, reaquecendo o mercado neste segundo semestre. Agora, os varejistas enfrentam outra dificuldade: a escassez de insumos para produzirem ou fazerem a logística dos produtos. Uma realidade que deve se estender, no mínimo, até o primeiro trimestre do ano que vem.

As condições extremas têm levado as empresas a repensarem sua cadeia numa perspectiva mais minimalista. “Essa é uma grande tendência para o próximo ano. Em termos de imagem, por exemplo, muitas marcas nacionais e globais estão investindo em cenários enxutos, com poucos elementos, valorizando a peça e a essência da marca. As campanhas fotografadas nas grandes capitais da Moda, como Paris, Londres e Nova York, deram lugar a locações nacionais ou shootings bem produzidos em estúdio, onde o ambiente é mais controlado e seguro”, pontua Carolina Soares. É preciso considerar também que o consumidor está sendo impactado por conteúdo em todos os canais e a superexposição aumentou a velocidade com que o usuário passa de uma mídia para outra. Ou seja, se a comunicação é mais objetiva, maior a chance de que ser compreendida rapidamente.

Vendas por Lives

Ao longo do ano, acompanhamos as redes sociais como catalisadoras do e-commerce e do varejo como um todo, ajudando a manter sua receita e presença de marca. Um elemento central desse fenômeno foi, sem sombra de dúvidas, o recurso de lives para estimular as vendas em tempo real. A proporção dessa onda levou Facebook e Google a aprimorarem suas ferramentas para a compra online, o primeiro com o Instagram Live Shopping e o segundo com a Vitrine Virtual nas lives do Youtube. Não será diferente em 2021. Segundo Carolina Soares, “essa forte tendência vai ser uma mola propulsora para as lojas virtuais que souberem aproveitar as redes para engajar, converter e fidelizar. É importante entender que os clientes estão ali em seus momentos de diversão e lazer. Por isso não basta conhecer o recurso e impactar a sua audiência sem estratégia. É preciso fazer o dever de casa, estudar o comportamento do seu consumidor e o que ele necessita”.  

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