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Startup de mini mercados investe em unidades dentro de empresas

SmartStore inicia 2021 ampliando seu leque de serviços, com o intuito de atingir o público corporativo

O ano passado foi marcado por diversas inovações tecnológicas que vieram para facilitar a vida da população em tempos de confinamento e a tendência continua no início de 2021. Um exemplo disso é a SmartStore, startup de mini mercados, que se consolidou com as pequenas conveniências em condomínios e agora começa a apostar em micromarkets autônomos dentro de empresas.

O empreendimento foi criado em março de 2020, por Evandro Machado, atualmente possui 53 unidades em funcionamento, sendo 16 no formato de container, além disso ela conta com 134 licenciados ativos no país espalhados em três estados diferentes. ”Estamos muito satisfeitos com os números de 2020, a SmartStore é um modelo que caiu no gosto da população, principalmente pela sua praticidade” afirma Evandro Machado.

Com a consolidação no mercado e um faturamento anual de 3 milhões de reais, a empresa inicia o ano de 2021 com a possibilidade de inovar e trazer mais opções para seu licenciado. “Estamos começando o contato com empresas para instalar unidades dentro delas. Inauguramos a primeira loja no dia 25 de janeiro, dentro do Laboratório UPLAB, em Curitiba”, explica Machado.

Outro fator positivo é o momento atual de digitalização do varejo, impulsionado pela pandemia do Covid-19. Calcula-se que já existem mais de 1.500 mini mercados no conceito de “honest market” e que esse segmento deve triplicar de tamanho nos próximos dois anos. 

Os mini mercados apresentam tamanhos variáveis e são equipados com produtos essenciais para o consumidor, contando com alimentos básicos e objetos de higiene, mas também é possível encontrar dentro das prateleiras itens mais sofisticados, como vinhos e cervejas importadas. O estoque do mercado é sugerido por inteligência artificial dos produtos mais vendidos de cada unidade e a disponibilidade dele pode ser vista em um aplicativo de celular, que também conta com uma ferramenta onde o consumidor faz as sugestões de novos produtos.

O pagamento também é automatizado, sendo feito no próprio estabelecimento, aproximando o código de barras do produto na leitora instalada no check-out. “Esse tipo de negócio vai facilitar a vida do funcionário, que com a correria dentro do trabalho terá uma opção próxima para se alimentar, sem precisar ir ao supermercado. Também será interessante em confraternizações empresariais, já que o mercado conta com bebidas, salgadinhos e doces”, comenta Machado.

O modelo de contrato com a empresa segue o mesmo formato que o de condomínio. “Também trabalhamos com o sistema de licenciamento, que vem dando muito certo. Nós damos a licença da marca e o licenciado fica responsável pela instalação, reposição e manutenção da unidade”, completa o empreendedor.

Por ter baixa complexidade de operação, são necessárias apenas duas horas do dia para manutenção e reposição de estoque, sendo um negócio indicado para empreendedores iniciantes e experientes. “Devido a seu tamanho variável, é possível implementar o modelo em diversos tipos de empresas, seja micro, média, grande ou até coworkings. Basta o local ter um espaço de pelo menos 5 metros quadrados”, conclui Evandro. 

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