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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Segmento de moda plus size expande com missão de empoderar consumidoras

por Gracia Alonso*

Por muitos anos, a moda era pensada e produzida para consumidores que vestiam até o tamanho 44 e quem estava fora deste padrão tinha que se contentar com roupas muito básicas, pouco fashionistas e com grau zero de informação de moda.

Felizmente, o cenário da moda no Brasil tem mudado e o segmento de moda plus size tem expandido significativamente devido ao aumento do público potencial do nicho. Segundo o IBGE, a cada dez pessoas, seis estão acima do peso, o que totaliza mais de 80 milhões de brasileiros.

O movimento de democratização da moda também impulsionou o segmento, pois apesar de estarmos muito distantes do ideal. Se você entrar em um shopping, o número de lojas que trabalham com tamanhos grandes ainda é muito pequeno, estamos caminhando a passos largos.

Diante de um mercado que tem aberto os olhos tardiamente para essa fatia significante da população, produzir moda plus size é um verdadeiro desafio, pois vai muito além de colocar informação de moda em uma peça e está diretamente ligado a alimentar ou, muitas vezes, recuperar a autoestima de quem comprará e usará aquela roupa.

Por muitos anos nossas mulheres aprenderam que precisavam se adequar aos tamanhos das roupas e a moda plus size vai totalmente de encontro a conceitos como estes, pois é a roupa que deve servir ao corpo dessa mulher GG e não a mulher que deve se adequar para servir na roupa.

Empoderar mulheres por meio da moda é a grande missão e desafio das marcas de tamanhos grandes, pois o público plus size ainda é submetido a imposições comportamentais que não fazem o mínimo sentido e que comprometem muito a autoestima, como por exemplo: mulher gorda não pode usar listras, estampas ou cores.

Essas regras têm sido quebradas constantemente pelas marcas que saem da zona de conforto e ousam com uma moda inclusiva, jovem e atual, afinal a gorda também tem direito de se sentir linda e na moda.

Outro ponto crucial para o desenvolvimento do segmento é que as marcas estabeleçam uma relação mais próxima com suas consumidoras para que possam entender o que elas desejam e esperam da moda. Esse contato pode ser feito por meio de pesquisas e das influenciadoras digitais que realizam um trabalho muito importante de empoderamento e troca de informações com suas seguidoras.

O nicho tem expandido ano após ano e aprova disso é o número crescente de eventos de moda voltados especificamente ao público plus size, a exemplo do Fashion Weekend Plus Size e o Pop Plus, que já chegou a reunir 50 marcas do segmento em um único espaço.

Com as consumidoras cada vez mais exigentes e empoderadas, a moda tem se tornado uma aliada das mulheres gordas na busca do próprio espaço e na militância pelo respeito às diferenças dos corpos.

*Gracia Alonso é estilista e modelo de prova da marca de moda plus size Gracia Alonso Plus Size. Saiba mais em: www.graciaalonso.com.br ou facebook.com/graciaalonsoplus

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