sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Varejo redobra atenção para evitar perdas de R$12,3 bilhões

Redes varejistas querem minimizar o prejuízo de perdas com furtos, roubos e quebra de produtos que podem aumentar durante as vendas de Natal, pois ao ano o comércio amarga cerca de R$ 12,3 bilhões nessa área.

Nos meses de novembro e dezembro, quando o movimento no comércio chega a ser o dobro do do terceiro trimestre do ano, o risco de perdas com furtos, por exemplo, costuma aumentar, segundo estima Fábio Oliveira, gerente de contas da Kaizen Institute do Brasil. Para reduzir esses prejuízos, uma tendência que ganha cada vez mais adeptos no setor é a de buscar melhorias nos programas de administração e prevenção de perdas de produtos, o que tem chamado a atenção de redes como Lojas Berlanda, Cooperativa de Consumo (Coop) e Arezzo, entre outras.

Conta da Accenture Consultoria aponta que, no Brasil, apenas no varejo de eletrônicos perde-se cerca de R$ 1 bilhão por ano com avaliação, reparo, reembalagem, reposição de estoque e revenda de mercadorias devolvidas pelos consumidores, devido à falta de políticas de prevenção de prejuízos. "Mesmo o pequeno varejista pode implantar um programa de gerenciamento de perdas em sua empresa. Claro que nem todos têm condições de contratar uma assessoria para isso, mas é preciso manter um controle da operação, porque muitas vezes a empresa não está pronta para atender à demanda que aumenta em épocas de grande sazonalidade", diz Fábio Oliveira, do Kaizen Institute.

Para Nilson Berlanda, dono das lojas Berlanda, que atua também com eletroeletrônicos, é importante fazer controle rígido dos produtos que a loja recebe e vende, principalmente nos últimos meses do ano, quando o fluxo de mercadorias no estoque aumenta. "Isso ajuda a reduzir as perdas, mas quando chega janeiro fazemos uma liquidação de mostruários e outros produtos com pequenos defeitos."

De acordo com a pesquisadora do Programa de Administração do Varejo (Provar) Patrícia Vance, para o varejsta se prevenir contra as perdas é preciso estudar os processos logísticos do ponto-de-venda e mapear os pontos onde há risco de prejuízos. "Não adianta só investir em pessoas. É preciso pensar em procedimentos que dificultem o surgimento de fraudes, furtos e quebras."

Especialistas estimam que os comerciantes percam, em média, 2,05% do faturamento anual com quebra de produtos e perdas de mercadorias. O estudo "Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro", do Provar, feito em parceria com a Felisoni Consultores Associados e com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), junto da Nielsen, mostra que as empresas investem 0,63% do faturamento líquido em medidas para evitar prejuízos.

Entre as iniciativas estão o uso de critérios mais rigorosos no recrutamento e seleção de pessoal; treinamentos para prevenção de perdas e a comunicação com os colaboradores por meio de mural de avisos, jornais, revistas, artigos institucionais.

Cooperativa

Para diminuir os prejuízos com quebras e furtos a Cooperativa de Consumo (Coop) implantou há seis anos um programa de prevenção de perdas pelo qual os funcionários são treinados para evitar desperdícios, além do aumento da segurança e do controle dos processos, contou ao DCI Ricardo Miranda, responsável pelo programa na rede, e que diz já ter reduzido em 25% os prejuízos da Coop. "Há três anos a Coop está com índice de perdas em torno de 1,55% , número abaixo da média do mercado", afirmou ele.

Calçados

A Arezzo, uma das maiores redes de calçados e acessórios da América Latina, com 247 franquias, também aposta em novas estratégias para reduzir suas perdas e fidelizar clientes. De acordo com Fábio Figueiredo, gerente nacional de Franquias da marca, está em experiência na cidade de São Paulo um modelo de reposição das lojas a partir de um estoque alocado, que fica na unidade da Rua Oscar Freire. "O projeto já está fazendo sucesso. No caso de uma eventual ruptura da franquia, é possível consultar esse estoque: não ganhamos dinheiro com isso, mas ganhamos o cliente", explicou o executivo.

A estratégia dará mais flexibilidade e eficiência ao franqueado da rede, já que a Arezzo trabalha com modelos e coleções padronizadas e as expõe em um show- room para que cada loja faça seus pedidos. "O objetivo é vender no showroom e não ter reposição, só no caso de produtos básicos", diz.Rigor na contratação de funcionários e melhor treinamento das equipes poderão minimizar as perdas de redes como Berlanda, Cooperativa de Consumo (Coop) e Arezzo.

Fonte: DCI
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