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Será o ano da VW?

por Evaldo Costa*

Nos últimos anos tivemos algumas mudanças importantes na liderança do mercado global automobilístico. Depois da queda de GM e do mercado americano, assistimos a Toyota assumir a posição de líder no ranking dos maiores fabricantes.

Vimos nesta primeira década do novo século, a China assumir a condição de maior produtor de veículos do planeta, desbancando a soberania dos americanos. E as mudanças não ficaram por aí. Pela primeira vez, também, testemunhamos o bloco oriental, liderado por Japão, China e Coréia, assumir a liderança na produção de veículos automotores. Condição essa, que durante todo o século passado pertenceu ao bloco ocidental.

Voltando as marcas, mudanças continuam ocorrendo na parte de cima da tabela dos grandes construtores, em parte, fortalecidas por parcerias, joint venture, fusões e aquisições. Além disso, as principais marcas estão destinando volumosos investimentos nos mercados mais expressivos visando ampliação do market share.

Na última semana, durante a convenção da National Automobile Dealers Association – NADA, em Orlando, nos Estados Unidos, assisti a uma apresentação do presidente e CEO da Volkswagen, Stefan Jacoby na qual ele disse que a marca está alocando pesados investimentos no mercado Norte Americano para alcançar a meta de produzir 800 mil unidades anuais até 2018.
Os investimentos vem justamente no momento em que a Volkswagen começa a dar sinais de recuperação naquele mercado. Além do apetite da marca que, naturalmente, compete pela liderança global, ela tem a seu favor o aperto financeiro americano que parece “empurrar” os consumidores para veículos mais econômicos que é uma de suas especialidades.

A seu favor, pode contar, também, a crise da GM, os problemas enfrentados recentemente pela Toyota e Honda dando origem a gigantesco recall, com potencial de abalar a credibilidade das marcas japonesas. Nunca é demais lembrar que a Volkswagen está se preparando para competir em outros segmentos de mercado, como é o caso do badalado lançamento da Amarok. No mercado americano, está a caminho, o novo Touareg, na opção hibrida e o sucessor do Beetle.
Para atingir a sua meta de crescimento a Volkswagen foca cinco pilares: produção, organização, produtos, marca e a rede de distribuição. Isso parece já estar acontecendo, pois segundo Jacoby a marca saiu da décima sexta para a quinta posição no ranking de satisfação dos concessionários americanos com o fabricante. Para ele, ainda há espaço para melhorar de posição neste quesito, nos próximos anos.


(*) Evaldo Costa é Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil. Escritor, consultor, conferencista e professor, é autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

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