terça-feira, 22 de outubro de 2013

IDV confirma a manutenção do ritmo de crescimento de vendas

IAV-IDV antecipa com exatidão resultado do IBGE de agosto e projeta alta de 5,1% para setembro

O IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas) antecipou novamente as previsões de vendas, já em julho, e com assertividade, ao apontar um crescimento de 6,2% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Este índice foi exatamente o mesmo da Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE), divulgada em 15 de outubro. O resultado surpreendeu positivamente o mercado e confirmou a precisão da estimativa do IAV-IDV, estudo realizado mensalmente com os associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo).



Já setembro manteve a recuperação verificada em agosto, devido, principalmente, ao arrefecimento da inflação e à manutenção da redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis e eletrodomésticos. Os associados apontam para setembro um aumento de 5,1% nas vendas, também em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Para este e os próximos dois meses, o IAV-IDV indica um ritmo de crescimento ainda superior, com altas de 6,5% em outubro e novembro e 6,3% em dezembro, que pode ser creditado à recuperação das vendas nos diversos segmentos, à resiliência do mercado de trabalho e, finalmente, à desaceleração da inflação de alimentos, que havia pressionado o setor de não duráveis no primeiro semestre, já que este tem uma contribuição significativa no desempenho do varejo.

O varejo de não duráveis, que responde pelas vendas de alimentos, entre outros, apontou um nível tímido de crescimento em setembro, com alta estimada de apenas 1,3%, na comparação com o mesmo mês de 2012, e recuperação a partir de outubro, com crescimento de 4,7%. Para os dois meses seguintes, os associados estimam crescimento de 4,9% e 3,5%, respectivamente. Vale ressaltar que o desempenho desta categoria tem o maior peso nas medições do IAV-IDV, bem como do IBGE, e contribui historicamente entre 40% e 50% de participação no índice da Pesquisa Mensal do Comércio.

Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, foi o grupo com desempenho mais elevado no período. Os associados apontam alta de 5,8% nas vendas realizadas em setembro e elevação de 11% em outubro, 9,6% em novembro e 11,1% em dezembro.

Com a manutenção das alíquotas reduzidas do IPI para linha branca e móveis, além do início do programa governamental “Minha Casa Melhor”, os associados estimam que o segmento de bens duráveis retome taxas significativas de crescimento, com alta de 10,2% em setembro e 5% em outubro. Para os meses seguintes, as estimativas situam-se em 6,1% e 6,3%, respectivamente.

“O cenário econômico nacional foi marcado, no mês passado, pela manutenção da política restritiva do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reuniu em 8 e 9 de outubro e decidiu aumentar a taxa básica de juros da economia de 9% para 9,5% ao ano. Foi o quinto aumento consecutivo na taxa Selic, maior nível desde abril de 2012. Especialistas apontam nova tendência de aumento de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, agendada para 26 e 27 de novembro”, analisa Flávio Rocha, presidente do IDV.
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