terça-feira, 4 de junho de 2019

Selo LowCarb ABLC facilita a identificação de alimentos baixos em carboidratos

Criado pela ABLC, no final de 2018, selo pode facilitar a vida de pessoas com diabetes que possuem na estratégia alimentar low carb e cetogênica a melhor forma de controlar sua doença

A Associação Brasileira LowCarb (ABLC) foi criada para promover estudos e diretrizes visando a implementação do estilo de vida low carb e cetogênico para quem busca saúde e bem-estar e para aqueles que dele necessitam. Uma das maneiras encontradas pela entidade para concretizar tal objetivo foi a implementação do Selo LowCarb ABLC, cujo intuito é facilitar a identificação, pelo consumidor, de alimentos com baixo teor em carboidratos.



Além disso, a criação do selo se fez premente no sentido de controlar as informações existentes nas embalagens dos produtos low carb. Conforme o médico, diretor presidente da ABLC, Dr. José Carlos Souto, atualmente, no Brasil não existe regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para estes produtos. “Por isso se vê de tudo nos rótulos”, diz.

De acordo com a ABLC, o selo foi idealizado tendo como objetivo mais evidente a proteção de pessoas portadoras de resistência à insulina severa, com doenças neurológicas e diabetes. Isto porque são elas que mais se beneficiam de um estilo de vida com muitos poucos carboidratos - “very low carb” (VLC). Com relação à diabetes, a afirmação é corroborada pelo consenso conjunto de 2018, realizado entre a Associação Americana do Diabetes, em inglês American Diabetes Association (ADA) e a Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, em inglês European Association for the Study of Diabetes (EASD), indicando que, para melhor controle do diabetes, são necessárias restrições maiores de carboidratos.

Dr. Souto explica que a dieta low carb consiste em um espectro que vai da restrição mais severa, a “very low carb” (VLC) ou cetogênica, na qual se pode consumir de 20g a 50g diários, ou seja menos de 10% de carboidratos, até à restrição moderada, em que até 45% das calorias ingeridas podem vir de carboidratos.

Nesse sentido, para que os alimentos sejam certificados com o Selo LowCarb ABLC, eles precisam conter um teor muito baixo de carboidratos e não apresentar ingredientes que possibilitem um aumento significativo da glicemia no sangue, caso existam alternativas com impacto nulo ou muito menor. “O que não significa que uma abordagem low carb mais moderada seja inadequada ou que alimentos que não estejam aptos a receber o selo não sejam saudáveis ou mesmo adequados a uma alimentação low carb moderada”, declara o diretor presidente da ABLC.

Os critérios para certificação dos alimentos são estabelecidos por meio de normas e procedimentos determinados por uma equipe da ABLC composta por médicos e nutricionistas, e por cientistas de alimentos especializados em desenvolvimento de produtos. Conforme a associação, todos os critérios têm fundamentos científicos que levam em conta a avaliação dos ingredientes, a composição nutricional e o impacto glicêmico, quando aplicável.

Entre os ingredientes que a associação considera inaceitáveis, tendo em vista em estratégia alimentar “very low carb”, estão:

Açúcares, tais como: glicose; frutose; açúcar cristal; açúcar demerara; sacarose; açúcar invertido; açúcar de confeiteiro; açúcar mascavo; mel; agave; açúcar branco/refinado etc.;
Ingredientes in natura ou farinha de: trigo; milho; arroz; mandioca; batata; banana (verde); grão-de-bico; sorgo; polvilho; aveia; cevada; centeio;
Gorduras/Óleos: margarina; óleos vegetais extraídos de sementes, tais como: canola, girassol, soja e milho;
Adoçantes: maltitol; dextrose;
Qualquer tipo de açúcar em bebidas e produtos de panificação não fermentados.


A associação espera alcançar também com a implantação, difusão e fortalecimento do Selo LowCarb ABLC o esclarecimento da população brasileira a respeito do papel de uma alimentação low carb na promoção de saúde e bem-estar; e o estímulo às empresas para que ofereçam alternativas genuinamente low carb, reduzindo a ocorrência no mercado de rótulos que possam induzir ao erro.

Vale destacar que se trata de um selo de adoção espontânea, uma forma de autorregulamentação, cuja importância reside, justamente, no valor dado pelos produtores, fabricantes, comerciantes, e diversos outros membros que integram a cadeia de produção e consumo de alimentos low carb.

Como receber a certificação

Os produtores/fabricantes de alimentos interessados em obter o Selo LowCarb ABLC devem enviar uma solicitação pelo formulário que pode ser acessado na aba Contato do site www.ablc.org.br. Após receber o requerimento, a ABLC remeterá à empresa; o Protocolo de Termo e Condições e o contrato que deverão ser preenchidos, assinados e reenviados, na companhia da ficha técnica do produto, das informações nutricionais, da composição, da etiqueta do produto e de outros­ documentos solicitados.

No prazo máximo de 30 dias, a partir da data do recebimento das informações, a empresa terá seu produto avaliado e a solicitação respondida. Caso seja aprovado, o produtor/fabricante receberá um certificado da associação e estará apto a comercializar seus produtos fazendo uso selo do selo de certificação LowCarb ABLC. O contrato que garante a utilização do selo tem duração de 1 ano e poderá ser renovado, se não houver alteração nas receitas que comprometam a certificação.
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