terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Notícia: Preços caem pelo 2º mês seguido em SP

Notícia publicada no site da Gazeta Mercantil
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As ofertas de veículos nas concessionárias e as liquidações dos setores de vestuário e eletroeletrônicos levaram o Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio), a registrar a sua segunda queda consecutiva. Em janeiro, o IPV recuou 0,2%, na comparação com dezembro, quando o índice já havia recuado 0,04%, ante o mês de novembro.

O segmento de Veículos apresentou em janeiro queda de 3,46%, na comparação com dezembro, enquanto Vestuário, Tecidos e Calçados, recuou 0,71%, e Eletroeletrônicos, 0,74%. "Apesar das duas quedas, ainda não podemos assegurar que existe uma tendência de redução para os próximos meses. Houve um realinhamento dos preços", avalia Julia Silveira Ximenes, economista da Fecomercio.

Na contramão, registraram alta nos preços os setores de Supermercados (0,40%), Feiras (2,12%), Drogarias e Perfumarias (0,79%), Móveis e Decorações (0,63%) e Eletrodomésticos (1,03%).

Segundo a economista, o aumento verificado nos alimentos, que estão representados nos grupos Supermercados, Feiras, Açougues e Padarias - cuja representatividade no IPV chega a 40% - foi motivado pela instabilidade climática. "Houve uma menor oferta de produtos no varejo e conseqüente alta de preços por excesso e escassez de chuva. É o caso do trigo consumido no Brasil que vem da Argentina. Lá, a seca prejudicou a safra do produto e afetou o abastecimento", completa Julia.

Para os próximos meses, a expectativa é de que os produtos alimentícios continuem influenciando o aumento no índice geral, mas em proporções inferiores às registradas em 2008, pois não há pressões de custos agrícolas. "Por outro lado, o excesso de chuvas pode agravar o andamento de algumas safras e é possível que os produtos in natura ainda sejam afetados", afirma a pesquisadora da Fecomercio.

De acordo com Julia, em janeiro houve a quarta queda consecutiva do grupo Veículos. O setor, que teve uma trajetória de vendas bastante aquecida ao longo de 2008, começou a demonstrar sinais de perda de retração a partir de setembro, com os desdobramentos da crise atual.

"Com a retração das vendas e o encurtamento de prazos para financiamento, houve excedente de oferta e grande parte das montadoras concedeu férias coletivas com o objetivo de reduzir estoques. Aliado a isto, a redução de IPI para modelos populares faz com que os preços reduzam", afirma. (Redação - InvestNews)
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