Duas brasileiras estão entre as 250 maiores empresas varejistas do mundo.

Pão de Açúcar, a melhor colocada, figura na 106ª posição. Já as Casas Bahia no 147º lugar. A primeira melhorou cinco posições desde a última avaliação, no ano passado. A segunda entrou para a lista das 50 com crescimento mais rápido, subiu 11 degraus no ranking geral. A lista é parte do estudo Os poderosos do varejo global, levantamento anual realizado pela Deloitte em parceria com a Stores Magazine.

A bandeira verde e amarela tem consquistado cada vez mais degraus no ranking mas, comparado as que estão no topo, ainda são pequenas. A Wal-Mart, empresa norte americana - maior no mundo no segmento de varejo - tem cerca de 50 vezes o tamanho do grupo Pão de Açúcar, a melhor brasileira na lista das gigantes. "Esse é o mundo dos poderosos. O varejo no Brasil, por ter uma caracteristica de não divulgar resutlados, nos deixa sem um norte para indicarmos se teremos mais representantes nesse grupo. Mas esperamos que isso aconteça em breve", pondera o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior, que participou da divulgação do estudo.Ainda segundo ele, a força que as classes C e D ganharam nos últimos anos fizeram com que a Casas Bahia tivesse bons resultados, principalmente pelo aumento no poder aquisitivo dessas classes sociais. "O que aconteceu no varejo brasileiro, principalemten nessa crise, foi que as classes A e B diminuiram o poder de compra. Já as classes C e D não, tiveram uma alta. Quem trabalho com foco nesse público se deu bem", avalia o presidente da CNDL.

Gigantes mundiais Somadas, as vendas das 250 gigantes do varejo mundial chegam a U$$ 3,62 trilhões, valor aproximadamente duas vezes superior ao Produto Interno Bruto brasileiro (soma de todas as riquezas do país). Na comparação com o último levantamento, as vendas do setor no mundo cresceram 11,4%. "Essa alta ocorreu porque houve um crescimento das populações e uma melhor distribuição de renda entre os países emergentes. Tudo isso tem puxado o varejo para cima", explica o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, que participou da divulgação da pesquisa.O estudo revela ainda a internacionalização das vendas. Do total delas, 21,3% foram realizadas fora dos países de origem das organizações. "Quanto maior a empresa, mais provável é que ela venha a operar além das fronteiras domésticas e obter um percentual maior de vendas com as operações no exterior.", diz um trecho do levantento.

Fonte: Correio Braziliense