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Preço no varejo paulistano sobe 0,33% em abril, aponta Fecomercio

 IPV revela ruptura com tendência de desaceleração no ritmo de aumento dos preços no varejo que vinha sendo notada ao longo do primeiro trimestre de 2010

Preço dos combustíveis em queda e dos alimentos em nova alta. É o que revela o Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), ao constatar elevação de 0,33% na capital paulista em abril na comparação com o mês anterior. No ano, o indicador acumula alta de 1,46% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 1,86%.

O resultado do IPV, em abril, quebra a tendência de desaceleração no ritmo de aumento dos preços no varejo que vinha sendo notada no primeiro trimestre do ano. Dos 21 grupos analisados pelo indicador, sete registraram queda em seus preços médios: Combustíveis e Lubrificantes, Feiras, Eletroeletrônicos, Móveis e Decorações, Eletrodomésticos, Brinquedos e Material de Construção.

Julia Ximenes, assessora econômica da Fecomercio, destaca a retração de 2,23% no setor de Combustíveis e Lubrificantes, a segunda consecutiva no ano. “O início da safra de cana-de-açúcar e a alteração da composição da gasolina, que voltou a ter 25% de álcool anidro em sua fórmula, foram os fatores a puxar os preços dos combustíveis para baixo em abril”, explica Julia. “Em média, o etanol ficou 11,16% mais barato, e a gasolina, 1, 08%.”

O setor de Feiras também teve uma queda expressiva na comparação com o mês anterior. No primeiro recuo registrado em 2010, o segmento apresentou variação de 2,25%, sendo que os preços de verduras, frutas e legumes ficaram, respectivamente, 8,89%, 2,7% e 0,58% mais baratos. Mesmo com a retração de abril, o setor acumula elevação de 9,12% no ano.

Os equipamentos eletroeletrônicos tiveram a sexta queda consecutiva, apresentando recuo de 0,96% em relação a março. Segundo Julia, o resultado do segmento em abril se deve às liquidações de queima de estoque. Mesmo caso do setor de Móveis e Decorações, que, este mês, registrou recuo de 0,38% em comparação com o anterior.

Os preços dos produtos dos departamentos de Eletrodomésticos, Brinquedos e Material de Construção caíram 0,33%, 0,37% e 0,04%, respectivamente.

Alta nos alimentos

O principal motivo para o resultado do IPV em abril foi, novamente, o incremento registrado nos preços dos alimentos. Em abril, os Supermercados apresentaram impulso de 1,11%, sendo que, no ano, acumula alta de 3,58%. A assessora econômica da Fecomercio explica que o principal fator para a elevação dos preços é a instabilidade climática. “Os destaques desse setor são os tubérculos e os cereais, que tiveram alta de 16,87% e 13,76%, respectivamente”, aponta Julia.

Os medicamentos, que tiveram o reajuste dos preços autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), alavancaram a variação de 1,61% no setor de Drogarias e Perfumarias. Os preços dos produtos de Perfumaria saltaram 0,49% e os de Drogaria, 1,87%; sendo 1,88% em Remédios e 0,45% em Produtos Farmacêuticos.

Os Açougues, motivado pelos bons resultados no mercado externo, registrou alta de 1,63% em relação a março, sendo que o valor das carnes suínas avançou 1,99% e o das carnes bovinas, 1,94%. No mesmo período, os produtos vendidos em Padarias apontaram elevação de 0,67%. “As condições climáticas nas regiões produtoras do leite foram as principais causas do aumento, sendo que os preços de Frios e Laticínios tiveram impulso de 1,77% este mês”, explica a economista.

Julia ainda destaca que, com a chegada de temperaturas mais amenas, o setor alimentício deve manter a tendência e continuar apresentando incrementos nos preços de seus produtos. “Nos próximos meses, os alimentos devem continuar sendo o vilão que alavancará os resultados do IPV”, prevê a economista.

Os setores de Vestuário, Tecidos e Calçados, Veículos, Materiais de Escritório e outros, Autopeças e Acessórios, Relojoarias e Floriculturas ficaram, respectivamente, 0,34%, 0,12%, 1,31%, 0,33%, 0,92% e 3,35% mais caros.

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