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Fintech finlandesa oferece microempréstimos simplificados para classes C e D

Com endividamento das famílias brasileiras no patamar mais alto desde 2015, recurso ajuda a equilibrar as contas

A vida não está fácil para o brasileiro. Medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o nível recorde de endividamento das famílias é de 62,4%, o maior percentual desde setembro de 2015, corrobora um estudo da consultoria britânica Kantar Worldpanel, segundo o qual a classe C gasta 5% a mais do que recebe todo mês, e a classe D, 6%. Frente a esse cenário, a Ferratum (www.ferratum.com.br) criou para o Brasil um modelo diferente de microempréstimo facilitado.

Após cadastro e análise no site da Ferratum – feitos em no máximo 15 minutos –, o cliente tem acesso a um crédito de até R$ 3 mil reais. Esse valor fica disponível para saque e pode ser retirado de acordo com as necessidades do emprestante. Conforme usa o dinheiro, ele pode parcelar os pagamentos em até 12 vezes. Na medida em que faz isso, esse montante volta a ficar disponível no limite total.

“É uma espécie de híbrido entre cheque especial e o rotativo do cartão de crédito; o cliente tem o limite de crédito e usa como quiser”, explica Guy Levy, diretor-geral da empresa no Brasil. Fundada na Finlândia em 2005, a fintech já opera em 25 países e chegou por aqui em 2017. Um dos principais problemas percebidos pela equipe é que, por aqui, grande parte da população é desassistida pelos bancos tradicionais ou enfrenta dificuldades para acessar mesmo empréstimo de valores baixos.

Hoje, Guy conta que entre os clientes da Ferratum há um número significativo de pequenos empreendedores que precisam de recursos para manter um fluxo de caixa. “Além disso, há várias pessoas cujo limite de cheque especial fica abaixo dos R$ 500, o que não dá nenhuma flexibilidade para seu orçamento”, diz.

A empresa tem uma taxa de 13,10% ao mês, percentual relacionado ao custo efetivo total, que vai além dos juros e inclui todas as tarifas da operação. Anunciar o valor inteiro segue na linha da fintech de trabalhar da forma mais transparente possível e eliminar a chance de o tomador de empréstimo ser surpreendido por cobranças superiores ao que esperava.

É uma decisão que acompanha a cultura nórdica da Ferratum, que também inclui um foco especial no atendimento. “Se um cliente nos ligar, ele será atendido. Não há risco de passar raiva por falta de contato”, brinca Guy. O resultado, planeja a fintech, é dar uma mãozinha carinhosa para os brasileiros atravessarem a crise.

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