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Hábitos mudam e venda de cosméticos on-line cresce


Passados seis meses do início do isolamento social adotado em decorrência da pandemia de covid-19, ninguém mais duvida de que o hábito de consumo via comércio on-line vai fazer parte da rotina do brasileiro mesmo depois que o novo coronavírus for vencido por uma vacina e a vida voltar ao normal. Isso inclui o consumidor de cosméticos e produtos de beleza.

A afirmação está baseada no desempenho do segmento. No período de março a junho, a Corebiz, agência especializada em omnichannel, registrou crescimento de 68% na receita das vendas digitais da categoria na comparação com igual período do ano passado. Considerando-se apenas junho, houve alta de 56% em tráfego e de 22% no valor dos pedidos.

Claro, muitos fatores influenciaram na construção desse cenário. Porém, é provável que, com mais tempo em casa, os consumidores tenham dedicado uma parte maior do dia para navegar na internet, entrando mais em contato com lojas e produtos on-line.

Além disso, foi constatado que algumas das compras mais caras feitas nesse período – e que normalmente precisam de um pouco mais de ponderação por parte do consumidor – tenham sido forçadas a acontecer no ambiente on-line com o fechamento das lojas físicas.

Mesmo com a perspectiva de as vendas on-line registrarem alguma queda em função da reabertura do comércio de rua e em shopping centers, não há dúvida de que esse novo hábito de consumo vai prosseguir no mundo pós-pandemia. Para os consumidores mais hesitantes, o isolamento social pode ter sido uma oportunidade para uma primeira compra on-line, experimentando as comodidades e vantagens do e-commerce.

No entanto, é preciso considerar que não foram apenas os consumidores que precisaram se dedicar ao ambiente conectado, evoluindo os canais de comunicação pré-existentes. A digitalização das lojas é um processo cada vez mais comum e a crise, sem dúvida, provocou urgência ainda maior nesse sentido.

É difícil dizer se a criação de um e-commerce já estava nos planos de desenvolvimento digital das marcas de cosméticos, mas, se já não estava, o fechamento das lojas físicas transformou esse desenvolvimento em prioridade. O motivo é que o comércio virtual foi a salvação de muitos negócios e, em decorrência da pandemia, impulsionou a criação de novos hábitos de consumo, que não deverão desaparecer após a reabertura total das atividades econômicas.

É um costume que veio para ficar. Esperamos um consumidor mais digital no pós-pandemia.

Artigo escrito por Letícia Almeida, Analista de Inteligência de Negócios da Corebiz, especializada em oferecer soluções completas em marketing digital para varejistas online e omnichannel. corebiz@nbress.com

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